As investigações da Polícia apontam que o advogado Luiz Fernando Pacheco, conhecido como um profissional de elite, morreu vítima de latrocínio, roubo seguido de morte. A informação foi revelada nesta quinta-feira (2).
As investigações da Polícia apontam que o advogado Luiz Fernando Pacheco, conhecido como um profissional de elite, morreu vítima de latrocínio, roubo seguido de morte. A informação foi revelada nesta quinta-feira (2).
“A possibilidade mais provável é, de fato, essa: a de latrocínio”, afirmou o advogado Ivan Filler Calmanovici, um dos amigos mais próximos de Pacheco, que acompanha de perto as investigações.
Uma autoridade policial disse à Folha de S.Paulo que o caso ainda não está concluído, mas deve caminhar para esse desfecho. Provas adicionais seguem sendo coletadas.
A Polícia realiza, por exemplo, exames toxicológicos, procedimento de praxe em casos de morte. Segundo pessoas próximas às apurações, câmeras de segurança do bairro de Higienópolis registraram Pacheco saindo de um bar no início da madrugada de quarta-feira (1º) e caminhando em direção à sua residência.
No trajeto, ele para próximo à esquina da rua Itambé com a rua Maranhão, nas proximidades da Universidade Presbiteriana Mackenzie. As imagens mostram que Pacheco estava perto de um poste quando quatro pessoas passam por ele. Duas seguem adiante, enquanto outras duas, um homem e uma mulher aparentemente jovens — retornam e o abordam.
Advogado estava desaparecido e foi tratado como indigente ao ser socorrido
O advogado criminalista Luiz Roberto Pacheco, de 54 anos, foi levado ao Pronto-Socorro da Santa Casa de São Paulo, na quarta-feira (1) e tratado inicialmente como um homem em situação de rua. Sem documentos, seu corpo permaneceu registrado como indigente por cerca de um dia, até que sua identidade fosse confirmada por exame papiloscópico na manhã desta quinta-feira (2).
Quem é o advogado?
Luiz Roberto Pacheco atuava na advocacia criminal há mais de duas décadas. Ele começou sua carreira em 1994 no escritório do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Em 2000, tornou-se sócio de renomados advogados e participou de casos de grande repercussão, incluindo a defesa do ex-deputado José Genuíno (PT-SP) durante o julgamento do mensalão.
Até 2013, trabalhou ao lado de importantes nomes da advocacia criminal, como Sônia Cochrane Ráo, Dora Cavalcanti, Sandra Pires, Camila Nogueira Gusmão Medeiros, Ana Lúcia Penón e Marina Chaves Alves. No mesmo ano, fundou seu próprio escritório, atuando de forma independente, mas mantendo parcerias estratégicas. Descrito por ele como “pequeno, como devem ser os bons escritórios de advocacia criminal”, o espaço priorizava dedicação, rigor técnico e compromisso ético.
Veja mais:
