A estudante de medicina Letícia Moraes de Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos, foi morta com mais de 100 facadas em Barbacena (MG). O namorado, apontado como principal suspeito, teve a prisão preventiva decretada após tentar fugir. O Ministério Público afirma que o crime foi um feminicídio marcado por extrema violência.
A estudante de medicina Letícia Moraes de Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos, foi assassinada com mais de 100 facadas em Barbacena, no Campo das Vertentes, em Minas Gerais. A informação consta no auto de prisão em flagrante do namorado da vítima, principal suspeito do crime, que segue preso preventivamente.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Letícia não foi vítima de uma agressão isolada, mas de um “ataque reiterado”, marcado por extrema violência e praticado no contexto de violência doméstica e familiar.
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Suspeito tentou fugir após o crime
De acordo com a decisão judicial, o homem deixou o local logo após o assassinato dirigindo o carro da estudante em direção ao município de Bom Jardim de Minas. Ele foi localizado pela Polícia Militar durante uma operação de cerco e bloqueio.
Com o suspeito, os policiais encontraram o celular, um iPad, cartões bancários, documentos pessoais e a chave do veículo da vítima.
Em depoimento, ele confirmou apenas que passou a noite com Letícia, negou participação no assassinato e permaneceu em silêncio sobre os demais fatos.
Para o juiz Alanir José Hauck Rabeca, houve risco concreto de fuga. Segundo a decisão, a prisão só ocorreu graças à rápida atuação das forças de segurança.
Ministério Público aponta extrema violência
O MPMG destacou que a quantidade de golpes demonstra a elevada periculosidade do investigado e um “absoluto desprezo pela integridade física e pela vida da mulher com quem mantinha vínculo afetivo”.
A materialidade do crime é sustentada por boletins de ocorrência, imagens de videomonitoramento, apreensão do veículo e de objetos da vítima, além do laudo que aponta que Letícia sofreu mais de uma centena de facadas, provocando múltiplas lesões e intensa perda de sangue.
Outro elemento citado na investigação é um ferimento na palma da mão direita do suspeito. Conforme o Ministério Público, há indícios de que a lesão tenha sido causada durante a sequência de golpes desferidos contra a estudante.
Relacionamento era conturbado
Amigos e familiares ouvidos pela Polícia Civil relataram que o relacionamento do casal era marcado por conflitos. Segundo os depoimentos, Letícia já havia contado que o companheiro era possessivo e fazia ameaças constantes.
Ao converter a prisão em flagrante em preventiva, a Justiça destacou a gravidade do caso e afirmou que a crescente incidência de crimes contra mulheres reforça a necessidade da manutenção da prisão do investigado.
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