A Operação Sharpe prendeu Alessandra Moja Cunha, irmã de Léo do Moinho, apontado como liderança do PCC no centro de São Paulo. Alessandra se passava por líder comunitária, mas, segundo a polícia, atuava para cumprir ordens do irmão no tráfico. Outros seis suspeitos foram presos, além da apreensão de celulares e drogas. Léo, preso desde 2024, já acumula mais de 24 anos de condenações por tráfico e homicídio.
Uma ação conjunta do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Polícia Militar e Polícia Civil prendeu, na manhã desta segunda-feira (8/9), Alessandra Moja Cunha, irmã do traficante Leonardo Monteiro Moja, conhecido como “Léo do Moinho”, apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) no centro de São Paulo. A operação, batizada de Sharpe, também resultou na prisão de outros seis envolvidos e na apreensão de 12 celulares.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Alessandra se apresentava como líder comunitária e presidente de uma ONG que afirmava representar famílias da Favela do Moinho, mas, na prática, agia para cumprir ordens e defender os interesses do irmão. No endereço da entidade, a polícia já havia encontrado maconha, cocaína e crack prontos para distribuição na região central da capital.
Além dela, os mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra Jorge de Santana, Claudio dos Santos Celestino, Paulo Rogério Dias, Yasmim Moja Flores, José Carlos da Silva, Ronaldo Batista de Almeida, Reginaldo Terto da Silva, Ademario Goes dos Santos e Leandra Maria de Lima.
Alessandra já havia sido condenada e presa anteriormente por participação em um homicídio — a vítima foi morta com vários golpes de faca. As investigações indicam que Léo do Moinho comandava, de dentro da Favela do Moinho, um verdadeiro quartel-general do PCC, controlando o tráfico na Cracolândia e monitorando sistemas de comunicação da polícia com o auxílio de uma milícia formada por guardas civis metropolitanos (GCMs).
Preso no ano passado, Léo acumula penas que somam mais de 24 anos de prisão, incluindo 8 anos e 7 meses por integrar o PCC e participar do tráfico de drogas, além de 16 anos e 9 meses pela morte brutal de um usuário de drogas — esfaqueado, desovado e queimado na própria favela.
O traficante também foi denunciado na Operação Salut et Dignitas, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Combate ao Crime Organizado) em agosto de 2024, quando estava em liberdade condicional e acabou preso novamente.
