O 1º tenente da Rota, Ronickson Pimentel dos Santos,  irmão de Eloá Cristina Pimentel, adolescente assassinada em 2008 após permanecer mais de 100 horas em cárcere privado pelo então namorado,  foi baleado na cabeça durante um atentado em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, no último sábado (27), e é investigado em dois inquéritos que apuram mortes ocorridas durante intervenções policiais.

Foto: Reprodução / Redes Sociais.
Foto: Reprodução / Redes Sociais.

O 1º tenente da Rota, Ronickson Pimentel dos Santos,  irmão de Eloá Cristina Pimentel, adolescente assassinada em 2008 após permanecer mais de 100 horas em cárcere privado pelo então namorado,  foi baleado na cabeça durante um atentado em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, no último sábado (27), e é investigado em dois inquéritos que apuram mortes ocorridas durante intervenções policiais.

Tenente Ronickson Pimentel segue internado após ser baleado na cabeça em São Caetano do Sul. Foto: Reprodução.

Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, não há, até o momento, qualquer indício de que esses casos tenham ligação com o ataque sofrido pelo policial no último sábado (27).

Casos investigados

O caso mais recente ocorreu em janeiro de 2026. De acordo com a investigação, uma ocorrência iniciada em Itaquaquecetuba terminou em Suzano, onde um homem de 28 anos morreu durante uma troca de tiros com policiais da Rota.

Ronickson afirmou em depoimento que ele e outro policial dispararam contra o suspeito em legítima defesa, após serem recebidos a tiros ao chegarem ao imóvel. No local, a polícia apreendeu uma pistola, drogas e outros materiais relacionados ao tráfico.

Outro inquérito foi instaurado em julho de 2025, após uma ocorrência em Santo André. Segundo a versão apresentada pelos policiais, a equipe flagrou um assalto em andamento e reagiu depois que um dos criminosos atirou contra um morador da região.

Durante a ação, um dos suspeitos morreu. O laudo necroscópico apontou que ele foi atingido por disparos nas costas. O inquérito permanece em andamento.

Histórico na corporação

Ronickson Pimentel já foi investigado em pelo menos nove inquéritos envolvendo mortes decorrentes de intervenção policial desde 2020. Sete desses procedimentos foram arquivados sem denúncia após o Ministério Público concluir que não havia elementos suficientes para responsabilizar o policial ou outros integrantes da equipe.

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Ronickson ingressou na Polícia Militar em 2009 e passou a integrar a Rota, tropa de elite da corporação, em 2019.

Atentado segue sob investigação

O tenente foi baleado na cabeça enquanto pilotava uma motocicleta e aguardava o semáforo abrir em São Caetano do Sul. Dois homens em outra moto se aproximaram e efetuaram os disparos.

Ele foi socorrido pelo helicóptero Águia e encaminhado ao Hospital Mário Covas, em Santo André, onde permanece internado em estado gravíssimo. Segundo a Polícia Militar, exames recentes apontaram melhora no edema cerebral.

A Justiça decretou a prisão temporária de dois suspeitos de participação no atentado. As investigações seguem para esclarecer a motivação do crime.

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