Em novas gravações reveladas, o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, preso por matar um gari em Belo Horizonte, surge exibindo armas e efetuando disparos de uma varanda com uma espingarda. Ele já responde por porte ilegal de arma e ameaça, além de ter sido indiciado, no último dia 29, por homicídio duplamente qualificado.
Em novas gravações reveladas, o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, preso por matar um gari em Belo Horizonte, surge exibindo armas e efetuando disparos de uma varanda com uma espingarda. Ele já responde por porte ilegal de arma e ameaça, além de ter sido indiciado, no último dia 29, por homicídio duplamente qualificado.
Na gravação, Renê aparece em uma festa de réveillon, acompanhado de outras pessoas, e realiza um disparo para o alto. Não há confirmação do ano em que o vídeo foi feito.
“Não vai explodir isso aqui, não? O impacto…”, questiona uma mulher, enquanto ele segura a arma para fora da varanda. “Isso aí acerta mais de 200 metros”, comenta outra. Ao fundo, é possível ouvir barulhos que parecem ser de fogos de artifício.
Em seguida, Renê pega a arma das mãos de um homem, que alerta: “Já está armada”. Ele mira para a frente, mas, por causa da escuridão, não é possível identificar o que há diante da varanda. Novamente, o som de fogos é ouvido.
“Pode ir, pode ir. Filma aí, amor. Filma aí. Vai lá, Renezão”, incentiva um dos presentes. O empresário dispara e, em seguida, sorri. “É tiro e queda, né?”, comenta o homem que o acompanhava.
“É, isso aqui… Isso aqui, meu irmão, pegou, arranca perna”, responde Renê, rindo. Logo depois, os ruídos de fogos voltam a ser ouvidos.
Relembre o crime
A morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, em Belo Horizonte ocorreu em 11 de agosto, no bairro Vista Alegre, na Região Oeste de Belo Horizonte. Renê Júnior está preso preventivamente desde o dia do crime e confessou o assassinato. Ele foi indiciado por homicídio qualificado, por motivo fútil e por uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
A arma utilizada no crime pertence à esposa de Renê, a delegada Ana Paula Balbino. Ela pode responder por porte ilegal de arma e, por ser servidora pública, está sujeita a aumento de até 50% na pena, além da punição prevista para o crime, que varia de dois a quatro anos de prisão. A decisão caberá ao Poder Judiciário.
