Jade Picon volta a ser questionada pelo Sindicato dos Artistas do Rio (Sated-RJ) por atuar sem DRT. O presidente Hugo Gross acusa a influenciadora de tentar burlar a lei para obter autorização e afirma que o órgão reforçará a fiscalização.
Jade Picon voltou a ser alvo do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro (Sated-RJ) por atuar sem o registro profissional (DRT). A influenciadora digital e ex-BBB está escalada para viver a vilã do microdrama Tudo Por Uma Segunda Chance, a primeira novela vertical produzida pelos Estúdios Globo, e o presidente do sindicato, Hugo Gross, acusa a artista de tentar burlar a lei.
Em entrevista à coluna Fábia Oliveira, Gross afirmou que Jade tenta conseguir uma autorização irregular por meio de seu empresário. Segundo ele, a influenciadora já teve uma permissão especial para atuar em Travessia (2022), mas não reúne experiência suficiente para obter o registro provisório.
“Jade Picon está tentando burlar a lei através do empresário dela. Ela teve uma autorização especial para Travessia. Agora, ela esteve no sindicato com mais de 20 pessoas, seguranças, e expliquei que ela não tinha trabalhos suficientes para o registro provisório. O pedido foi negado”, declarou o presidente.
O dirigente reforçou que o sindicato acompanha de perto o caso: “Ela vai fazer uma novela vertical e está insistindo em pegar um documento que não tem validade em São Paulo, porque o Sated-SP também não deu o registro pra ela. Mas ela vem insistindo… O Sated está de olho, estamos protegendo o registro com unhas e dentes.”
Gross também adiantou que a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) incluirá uma cláusula para valorizar atores profissionais e promover inclusão. “Cada influencer que uma emissora queira contratar, teremos que incluir também um ator que está batalhando, um transsexual, um negro… Estamos defendendo a categoria, essa é a missão do sindicato”, afirmou.
Polêmica antiga
Essa não é a primeira vez que Jade Picon entra em conflito com o sindicato. Em 2022, o Sated-RJ se posicionou contra sua escalação para Travessia, também por falta do DRT. Na ocasião, a atriz obteve uma autorização especial e temporária, uma exceção prevista em lei.
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