Jair Bolsonaro divulgou uma carta escrita à mão defendendo Michelle Bolsonaro de ataques vindos de aliados da direita e de seus próprios filhos. O ex-presidente justificou o afastamento político da esposa por motivos familiares e de saúde da filha Laura, pregando união e diálogo dentro do PL para as eleições de 2026.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por conta de uma tentativa de Golpe de Estado, escreveu uma carta de próprio punho na qual saiu em defesa de sua esposa, Michelle Bolsonaro, que vem recebendo ataques da “própria direita”.
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A carta foi endereçada ao colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, servindo como uma interlocução com o público.
Recentemente, surgiram divergências dentro do Partido Liberal (PL), envolvendo nomes como Eduardo Bolsonaro, que criticou Michelle e Nikolas Ferreira por não apoiarem de forma clara a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. Também houve troca de farpas entre Michelle e Allan dos Santos, que sugeriu que ela apoiaria uma possível candidatura de Tarcísio de Freitas em vez da de Flávio.
Segundo Bolsonaro, Michelle está focada nos cuidados com a filha Laura, que passou por uma cirurgia ortognática no início do ano, e também na atenção ao próprio ex-presidente. Ele reforçou que pediu para Michelle se afastar, temporariamente, do cenário político por conta dessas responsabilidades familiares.
Ao final do texto, Bolsonaro defendeu que, em disputas por cargos majoritários ou pelo Senado, o apoio deve ser conquistado pelo diálogo, e não por pressão ou ataques entre aliados.
Leia a carta na íntegra:
“Dirijo-me a todos que comungam conosco dos mesmos valores — Deus, pátria, família e liberdade — para dizer que lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa.
À Michelle pedi para só se envolver na política após março/26, já que a mesma se encontra por demais ocupada no atendimento da nossa filha Laura, recém-operada, bem como nos cuidados à minha pessoa.
Numa campanha majoritária, bem como nas cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados. Meu muito obrigado a todos pelo carinho e consideração. Da nossa união, o futuro do Brasil. Jair Bolsonaro.”
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