Jair Renan afirmou que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, “não está bem”, segue em jejum e sonolento após cirurgia de hérnia. Internado no Hospital DF Star, ele passa nesta segunda (29) por novo bloqueio do nervo frênico para conter crises de soluço e seguirá em observação.

Jair Renan atualizou estado de saúde do pai (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Jair Renan atualizou estado de saúde do pai (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

O vereador Jair Renan Bolsonaro (PL), de Balneário Camboriú (SC), disse nesta segunda-feira (29) que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ainda inspira cuidados médicos após a cirurgia de hérnia inguinal bilateral realizada na semana passada, em Brasília (DF).

Segundo ele, Bolsonaro segue em jejum, sonolento e com limitações. “Meu pai não está bem. Se ele estivesse bem, não estaria fazendo cirurgia”, afirmou ao deixar o Hospital DF Star.

Além do procedimento cirúrgico para correção da hérnia, o ex-presidente enfrenta crises persistentes de soluço e, por isso, passa, na tarde desta segunda-feira (29), por um novo bloqueio do nervo frênico esquerdo. O procedimento estava previsto para começar às 14h.

A técnica consiste na aplicação de anestésico local próximo ao nervo, o que reduz a atividade do diafragma e ajuda a controlar os soluços. Ele já havia sido submetido a um bloqueio semelhante no nervo frênico direito no sábado (27). A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acompanha a internação.

De acordo com os médicos, o efeito do anestésico dura entre 12 e 18 horas. Após o procedimento, o ex-presidente continuará internado para observação, fisioterapia, prevenção de trombose venosa e acompanhamento clínico. Familiares relatam que, durante a recuperação, ele também enfrenta episódios de apneia do sono, o que causa cansaço e sonolência.

Bolsonaro deve passar Réveillon internado

Bolsonaro está internado desde a véspera de Natal e não há, por enquanto, previsão de alta. A tendência é que ele passe a virada do ano no hospital.

Apesar do quadro exigir atenção, ele não precisa de internação em UTI, e a liberação dependerá da evolução clínica e da capacidade de retomar os cuidados pessoais.

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