A maior usina nuclear do mundo voltará a entrar em operação na quarta-feira (21) no Japão. O anúncio foi feito pela Tokyo Electric Power Company (Tepco), responsável pelo complexo de Kashiwazaki-Kariwa, localizado ao norte de Tóquio, que estava paralisado desde o desastre nuclear de Fukushima Daiichi, em 2011.

Kashiwazaki-Kariwa (Foto: Flickr | reprodução)
Kashiwazaki-Kariwa (Foto: Flickr | reprodução)

A maior usina nuclear do mundo voltará a entrar em operação na quarta-feira (21) no Japão. O anúncio foi feito pela Tokyo Electric Power Company (Tepco), responsável pelo complexo de Kashiwazaki-Kariwa, localizado ao norte de Tóquio, que estava paralisado desde o desastre nuclear de Fukushima Daiichi, em 2011.

Segundo comunicado da companhia, os preparativos finais para a reativação do reator já estão em andamento, com previsão de início das atividades após as 19h no horário local, equivalente às 10h no horário de Brasília.

Paralisação ocorreu após terremoto e tsunami de 2011

A usina de Kashiwazaki-Kariwa teve suas operações interrompidas após o terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão em março de 2011 e provocou o maior acidente nuclear do país, na central de Fukushima Daiichi, também operada pela Tepco.

Desde então, todos os reatores japoneses passaram por revisões e permaneceram desligados por anos, enquanto o governo promovia uma ampla reformulação das normas de segurança nuclear.

Energia nuclear volta ao centro da estratégia japonesa

Com escassez de recursos naturais e forte dependência de combustíveis fósseis importados, o Japão passou a considerar novamente a energia nuclear como parte central de sua matriz energética. Até o momento, 14 reatores já retomaram as atividades em diferentes regiões do arquipélago, especialmente no leste e no sul do país.

A reativação de Kashiwazaki-Kariwa representa um marco nesse processo, por se tratar do maior complexo nuclear do mundo em capacidade instalada.

Primeira reativação da Tepco desde Fukushima

Esta será a primeira usina nuclear reativada pela Tepco desde o desastre de 2011. A companhia informou que o complexo passou por uma série de intervenções estruturais e operacionais antes da autorização para o retorno das atividades.

Entre as medidas adotadas estão a construção de um dique de aproximadamente 15 metros de altura para proteção contra tsunamis, a instalação de sistemas elétricos de emergência em áreas elevadas e a implementação de novos protocolos de segurança.

Monitoramento e exigências reforçadas

As autoridades japonesas mantêm monitoramento contínuo da usina, que só recebeu autorização após cumprir exigências mais rígidas impostas pela agência reguladora do país. O governo afirma que as novas regras visam reduzir riscos e evitar a repetição de acidentes semelhantes ao de Fukushima.

A retomada das operações ocorre em meio a debates internos sobre segurança energética, impactos ambientais e o futuro da energia nuclear no Japão.

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