A mulher foi encontrada inconsciente no quarto do hotel em junho de 2023, e morreu em decorrência de encefalopatia hipóxica causada por intoxicação alcoólica aguda, condição em que a falta de oxigênio no cérebro leva à falência de funções vitais básicas.

Julgamento começou na última segunda-feira  (Foto: Reprodução)
Julgamento começou na última segunda-feira (Foto: Reprodução)

Itaya Hiroki, de 44 anos, começou a ser julgado na segunda-feira (2), em Nagoya, acusado de envolvimento na morte de uma jovem de 25 anos em 2023. A vítima, cuja identidade não foi revelada pelas autoridades, faleceu após consumir 32 doses de tequila em um encontro com o réu.

Na audiência inicial, Itaya admitiu ter estimulado a ingestão de álcool, mas negou que tivesse motivação de natureza sexual. Segundo os autos, no dia 7 de maio, os dois se conheceram em um bar da cidade, onde ele era cliente frequente. Naquela noite, permaneceram juntos por cerca de 90 minutos.

Durante o período em que estavam no estabelecimento, a jovem ingeriu sucessivas doses da bebida alcoólica de origem mexicana. Testemunhos indicam que o homem teria feito comentários encorajando que ela continuasse a beber.

Itaya Hiroki morreu com doses de tequila

Conforme informações divulgadas pelo site Tokyo Reporter, o acusado insistiu para que a mulher o acompanhasse até um hotel, mas ela recusou, mesmo apresentando sinais de embriaguez. Ainda de acordo com o portal, ele teria feito investidas físicas, tocando o corpo da vítima sobre a roupa na tentativa de persuadi-la.

Após deixarem o bar, os dois seguiram de táxi até um hotel. De acordo com as informações apresentadas no processo, o homem teria recuado de manter relação sexual ao perceber que a jovem estava inconsciente em razão do consumo excessivo de álcool.

Laudo aponta encefalopatia por intoxicação alcoólica

A vítima foi encontrada desacordada no quarto e, em 21 de junho de 2023, teve a morte confirmada. O laudo apontou encefalopatia hipóxica provocada por intoxicação alcoólica aguda, quadro em que a falta de oxigenação no cérebro compromete funções vitais, como batimentos cardíacos e respiração.

Itaya Hiroki responde na Justiça por acusação relacionada a ato sexual considerado praticamente coercitivo com resultado morte. A defesa sustenta que ele não cometeu crime e nega responsabilidade pelo desfecho fatal.

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