Um jardineiro de Criciúma, Santa Catarina, foi condenado a mais de 24 anos de prisão pela morte de uma idosa.
O caso foi enquadrado como homicídio duplamente qualificado.
O promotor Fernando Rodrigues de Menezes Júnior considerou que o crime foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, que era uma idosa e sem condições de reação.
A sentença aumentou porque a vítima tinha mais de 60 anos.
“O Ministério Público entende que hoje foi dada a resposta que a sociedade e, sobretudo, a família da vítima esperavam. A condenação demonstra que crimes bárbaros como este não ficarão impunes e reafirma o compromisso da Justiça com a proteção da vida. É um passo importante para que a dor dessa família seja, ao menos em parte, acolhida pelo reconhecimento da gravidade do crime e pela punição adequada do responsável”, disse o Promotor.
O jardineiro não poderá recorrer em liberdade e foi encaminhado para o presídio, onde já iniciou o cumprimento da pena.
COMO FOI O ASSASSINATO
O crime foi realizado em dezembro de 2023 e chamou a atenção de todo o Estado.
A pena estabelecida pela Justiça foi de 24 anos, oito meses e 12 dias de prisão em regime inicial fechado, por homicídio duplamente qualificado.
A vítima tinha 66 anos e foi morta em casa. Já o autor, prestava serviço de jardinagem.
Enquanto a mulher passava um café na cozinha, percebeu um barulho e foi até a área externa da casa, onde foi surpreendida e atacada.
O criminoso deu quatro golpes contra a vítima, usando o cabo de uma picareta.
O homem foi julgado nesta quinta (21), no Fórum de Criciúma, com a presença de familiares e amigos da vítima, que lutavam por Justiça. Os familiares levarem cartazes e deram as mãos na frente do Fórum (imagem MPSC / divulgação).
“Ela era uma pessoa querida, mãe de dois filhos, vítima de um crime bárbaro. A família tem enfrentado muita dor” afirmou Jonei Zanette, tio da vítima.