O jejum intermitente pode até ajudar algumas pessoas a se sentirem bem durante os treinos, mas não melhora a performance esportiva nem garante emagrecimento por si só. Segundo a nutricionista Letícia Leite Cunha, o segredo está em manter uma alimentação equilibrada, personalizada e adequada às necessidades do corpo. Sem acompanhamento profissional, a prática pode causar fadiga, perda de massa muscular e até desregulação hormonal.

Foto: reprodução/Freepik
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O jejum intermitente virou tendência nos últimos anos, seja para quem busca emagrecer, melhorar a saúde ou até mesmo aumentar a performance nos treinos. Mas afinal, será que essa estratégia realmente funciona em todos os casos?

Para esclarecer mitos e verdades sobre o assunto, conversamos com a nutricionista Letícia Leite Cunha, especialista em nutrição esportiva, que destacou pontos importantes para quem pensa em adotar essa prática.

Jejum e performance: mito ou verdade?

Muita gente acredita que treinar em jejum pode turbinar o desempenho, mas, segundo Letícia, isso não passa de um mito.

“Algumas pessoas relatam se sentirem bem treinando em jejum, mas isso não significa ganho de performance. O que realmente faz diferença é a alimentação ao longo do dia, que precisa suprir as necessidades energéticas do corpo. Se isso não acontece, o rendimento nos treinos acaba caindo”, explica.

Quando o assunto é emagrecimento, o raciocínio também precisa ser cuidadoso. O corpo, de fato, utiliza mais gordura como fonte de energia durante o jejum, já que não há glicose disponível. Porém, isso só gera perda de peso se houver déficit calórico na dieta.

“O jejum não faz milagres. Se a pessoa comer mais calorias do que gasta, não vai emagrecer”, reforça a nutricionista.

Protocolos: cada corpo, uma resposta

Segundo Letícia, não existe um protocolo único ou “mais indicado” de jejum intermitente para quem pratica exercícios. O segredo está na personalização.

“A melhor estratégia é aquela que se adapta à rotina do paciente. Por isso, gosto de construir os planos junto com cada pessoa. Isso aumenta a adesão e garante resultados melhores, tanto para a saúde quanto para a estética”, comenta.

Sinais de alerta: quando o jejum faz mal

O jejum intermitente pode ser seguro, mas, quando feito sem orientação, traz riscos importantes. A nutricionista alerta para alguns sintomas que merecem atenção:

  • Fadiga e sonolência;

  • Rendimento baixo nos treinos;

  • Fome descontrolada e sintomas de hipoglicemia;

  • Alterações hormonais;

  • Queda de cabelo e unhas enfraquecidas;

  • Dificuldade de raciocínio e falta de atenção;

  • Alterações de humor;

  • Perda de massa muscular.

“Tudo isso acontece quando a pessoa não se alimenta corretamente na janela de alimentação, que é essencial para repor os nutrientes de que o corpo precisa”, explica Letícia.

O papel do acompanhamento profissional

Antes de começar qualquer estratégia, Letícia destaca a importância de procurar orientação:

“A implementação de qualquer plano nutricional deve ser feita com acompanhamento. A alimentação está diretamente ligada à qualidade de vida, e cada pessoa tem necessidades específicas que precisam ser respeitadas”, conclui.

Nutricionista Letícia Leite Cunha – Foto: arquivo pessoal / Instagram: @cunhanutri

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