Jornal inglês afirma que Michael Schumacher não está acamado, mas segue dependente de cuidados integrais e utiliza cadeira de rodas desde o grave acidente sofrido em 2013.
Desde o grave acidente sofrido enquanto esquiava, em dezembro de 2013, Michael Schumacher não é visto em público e tem seu estado de saúde mantido sob absoluto sigilo pela família. Neste domingo, o jornal inglês Daily Star publicou novas informações sobre a condição atual da lenda da Fórmula 1.
Segundo a publicação, Schumacher não está acamado, mas também não consegue andar. O ex-piloto depende de uma cadeira de rodas e é acompanhado em tempo integral por uma equipe de enfermeiras, médicos, cuidadores e terapeutas. Ainda de acordo com o jornal, o alemão costuma assistir às corridas de Fórmula 1 pela televisão.
Schumacher vive recluso com a família em uma mansão em Maiorca, na Espanha. Desde o acidente, há cerca de 13 anos, o heptacampeão mundial não aparece publicamente. Amigos e parentes que têm permissão para visitá-lo são proibidos de fazer fotos ou vídeos, e a família evita divulgar qualquer detalhe sobre seu estado de saúde.
O acidente:
O acidente ocorreu em 29 de dezembro de 2013, na estação de esqui de Méribel, nos Alpes Franceses. Ao sair da pista, Schumacher caiu e bateu a cabeça em uma pedra, sofrendo um traumatismo craniano grave. Apesar de usar capacete, o impacto foi severo. Ele foi socorrido de helicóptero, passou por duas cirurgias e permaneceu em coma induzido até junho de 2014.
Após deixar o hospital, a família decidiu que Schumacher passaria a viver de forma totalmente reservada, cercado por uma equipe médica especializada. Pessoas próximas relatam que existe uma determinação clara para que nenhuma informação sobre sua saúde seja divulgada.
Ainda segundo o Daily Star, os custos do tratamento são elevados. Para manter os cuidados, a família teria vendido bens ao longo dos anos, como uma casa de férias na Noruega, um jatinho e um chalé. Em 2024, foi noticiado que os gastos anuais com o tratamento chegariam a cerca de R$ 38 milhões.
Em entrevista concedida há um ano ao jornal inglês Express, Jean Todt, ex-chefe da Ferrari e amigo pessoal de Schumacher, afirmou que visita o ex-piloto regularmente, mas respeita a decisão da família de manter silêncio sobre o quadro clínico. “Vejo-o regularmente e com carinho, ele e sua família. Nosso vínculo vai além do trabalho do passado”, disse.