O assassinato do jornalista colombiano Cristian Herrera Nariño provocou forte repercussão na Colômbia e chamou a atenção para a violência contra profissionais da imprensa no país. O repórter foi morto a tiros na tarde do sábado (06), na cidade de Cúcuta, no departamento de Norte de Santander, região de fronteira com a Venezuela.
O assassinato do jornalista colombiano Cristian Herrera Nariño provocou forte repercussão na Colômbia e chamou a atenção para a violência contra profissionais da imprensa no país. O repórter foi morto a tiros na tarde do sábado (06), na cidade de Cúcuta, no departamento de Norte de Santander, região de fronteira com a Venezuela.

O jornalista Cristian Herrera. (Reprodução / redes sociais)
Reconhecido por seu trabalho em coberturas sobre corrupção, segurança pública e crime organizado, Herrera também integrava o conselho diretor da Fundação para a Liberdade de Imprensa (FLIP), entidade que monitora ataques contra jornalistas no país.
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Crime ocorreu diante da família
Conforme informam as autoridades colombianas, um homem armado surpreendeu Cristian Herrera e efetuou diversos disparos contra ele em via pública.
De acordo com a investigação, o suspeito atingiu o jornalista com nove tiros diante da esposa e dos filhos. A execução causou indignação entre colegas de profissão e organizações de defesa da liberdade de imprensa. A FLIP classificou o assassinato como um ataque direto ao jornalismo e à liberdade de expressão.
Polícia prende suspeitos
Três dias após o crime, a Polícia Nacional da Colômbia anunciou a prisão de dois homens e uma mulher suspeitos de participação no assassinato. Conforme a Promotoria colombiana, um dos detidos seria o autor dos disparos. Os outros dois suspeitos teriam participado da logística e do transporte utilizados na ação criminosa.
Os investigados devem responder pelos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo. A partir de agora, as autoridades agora buscam identificar quem teria ordenado a execução.
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Jornalista já havia recebido ameaças
De acordo com os veículos da região, Cristian Herrera era conhecido por suas reportagens sobre corrupção, grupos criminosos e conflitos armados na região de Norte de Santander. Ao longo da carreira, ele atuou em veículos como o jornal La Opinión e o periódico popular Q’Hubo. Também recebeu importantes reconhecimentos profissionais, incluindo o Prêmio Colprensa, o Prêmio Nacional Semana e o Prêmio Orlando Sierra de Coragem Jornalística.
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Segundo colegas, o jornalista vinha sofrendo ameaças há anos em razão de suas investigações. Em determinado período, chegou a deixar a Colômbia e viver exilado no Chile. Após retornar ao país, entretanto, voltou a denunciar pressões e riscos enfrentados por profissionais da imprensa na região.
Caso aumenta preocupação com violência contra jornalistas
De acordo com o jornal El País, a morte de Herrera elevou para 171 o número de jornalistas assassinados na Colômbia desde 1977 por motivos relacionados ao exercício da profissão, segundo dados citados por entidades de defesa da imprensa.
Horas antes da execução, o jornalista publicou informações nas redes sociais envolvendo um político da região. Ele continuava produzindo reportagens sobre corrupção e problemas de segurança pública. A investigação segue em andamento para esclarecer a motivação do crime e identificar possíveis mandantes da execução.
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