Uma jovem de 18 anos foi presa preventivamente em Ponta Grossa, Paraná, suspeita de perseguir, difamar, agredir e ameaçar uma professora desde maio. Ela criou perfis falsos, divulgou dados pessoais e enviou mensagens de morte à docente e familiares. A suspeita ainda agrediu fisicamente a vítima e realizou atos de intimidação. O caso está sob investigação da Polícia Civil.
A Polícia Civil de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, prendeu preventivamente nesta terça-feira (7) uma jovem de 18 anos suspeita de perseguir, difamar, agredir e ameaçar uma professora. A investigação aponta que o comportamento da suspeita teve início em maio deste ano, após ela concluir os estudos no mesmo colégio onde a vítima leciona.
Segundo a polícia, a jovem utilizou diversos meios para atacar a docente, incluindo a criação de perfis falsos em redes sociais. Nessas contas, ela divulgava dados pessoais, imagens de documentos e informações falsas sobre supostos maus-tratos e dívidas atribuídas à professora. Além disso, a suspeita enviou mensagens de ameaça de morte para a educadora e familiares, incluindo a filha de 16 anos. Em um dos textos, a jovem escreveu:
“o que não pode bloquear é a morte e nem impedir”, detalhando um suposto plano de sequestro.
Mesmo após advertências da Polícia Civil do Paraná, a suspeita continuou a enviar mensagens ameaçadoras, afirmando que “o dia estava próximo” e que “algo muito grave iria acontecer”. Ela também divulgou o endereço residencial da professora, aumentando o risco à segurança da vítima. A jovem ainda realizou atos de intimidação presencial, circulando repetidas vezes em alta velocidade de motocicleta em frente ao local de trabalho da docente. No dia 3 de outubro, houve um episódio em que a suspeita chegou a agredir fisicamente a professora.
O delegado responsável pelo caso, Derick Moura, ressaltou a gravidade das ações da jovem, destacando que o comportamento configurou perseguição contínua e ameaças reais à integridade da vítima e de sua família.
“O plano de ação da suspeita indicava risco concreto à vida da docente, exigindo a intervenção imediata da polícia”, afirmou.
A investigada foi encaminhada a uma unidade prisional da região, onde permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação, e a Polícia Civil alerta para a importância de denúncias imediatas em situações de stalking, difamação e ameaças, principalmente quando há envolvimento de violência ou exposição de dados pessoais.
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