A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito que investigava o assassinato de Kelly Kethylin Bezerra Gomes, de 16 anos. A investigação aponta que a adolescente foi morta após ser submetida a um “tribunal do crime” de uma facção criminosa, que a acusou, falsamente, de ter denunciado um membro do grupo à polícia. O corpo de Kelly foi encontrado em uma cova rasa, em uma área de mata, após seis dias desaparecida. Quatro pessoas foram indiciadas pelo crime; dois suspeitos estão presos, um foi morto em confronto com a polícia, e um continua foragido.

Mãe havia contado que jovem era uma pessoa tranquila. Polícia aponta que ela foi morta por traficantes por falsa delação
Mãe havia contado que jovem era uma pessoa tranquila. Polícia aponta que ela foi morta por traficantes por falsa delação

A Polícia Civil de Alagoas concluiu, na última terça-feira (12), o inquérito que investigou a morte de Kelly Kethylin Bezerra Gomes, de 16 anos. A adolescente, que estava desaparecida, foi assassinada por ordem de uma facção criminosa, e seu corpo foi encontrado enterrado em uma área de mata em Olho D’Água das Flores, no Sertão de Alagoas.

O “tribunal do crime” e a falsa acusação

Segundo o delegado Leonardo Amorim, as investigações apontaram que a ordem para matar Kelly partiu da cúpula da facção. A adolescente foi submetida a um “tribunal do crime” após ser acusada, de forma falsa, de ter informado à polícia a localização de um integrante do grupo. “Ficou provado que ela nunca fez tal denúncia. Foi morta injustamente, vítima da arbitrariedade de uma facção que atua na região”, afirmou o delegado.

Na época do crime, a mãe de Kelly, Kéltyla Bezerra, descreveu a filha como uma jovem “prestativa e ingênua” que não via maldade nas pessoas ao seu redor.

A investigação e os suspeitos

O inquérito indiciou quatro pessoas pelo assassinato. Dois suspeitos já estão presos preventivamente, um foi morto em confronto com a Polícia Militar e o quarto suspeito segue foragido. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos envolvidos. O corpo da adolescente foi encontrado no dia 1º de julho e teve a identidade confirmada por exames do Instituto Médico Legal (IML). O caso agora foi encaminhado para o Poder Judiciário.

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