Uma transmissão ao vivo em uma rede social terminou em tragédia no bairro Planalto, em Itinga, no Maranhão. A jovem Lívia Pereira da Silva, de 18 anos foi assassinada a tiros por dois adolescentes que foram presos e confessaram que o ataque foi motivado por sinais de facções feitos pelas vítimas durante a live. Com os suspeitos, a Polícia Militar encontrou o revólver utilizado no homicídio, drogas e veículos roubados.
Uma jovem de 18 anos, identificada como Lívia Pereira da Silva, foi morta a tiros na madrugada da última quinta-feira (26), no bairro Planalto, em Itinga, no Maranhão. De acordo com informações da Polícia Militar, o crime teria sido motivado por uma live realizada pela vítima e outras duas amigas nas redes sociais.
Como tudo aconteceu
Durante uma live, o grupo de amigas teria feito gestos associados a uma facção criminosa, o que desencadeou ameaças imediatas por meio de mensagens de celular. Pouco tempo depois, um criminoso invadiu a residência onde elas estavam e efetuou diversos disparos, atingindo Lívia fatalmente no pescoço e ferindo uma das amigas que também estava no local.
Assista o vídeo:
A prisão dos suspeitos
Dois adolescentes suspeitos de participação no homicídio foram presos. Durante as diligências, a polícia apreendeu um revólver, munições, porções de entorpecentes e duas motocicletas, sendo que uma delas possuía registro de roubo e teria sido utilizada na fuga após o atentado. As imagens das câmeras de segurança da residência registraram o momento da invasão e auxiliaram na identificação dos criminosos.
De acordo com o tenente-coronel Emerson, comandante do CPAI-3, um dos menores confessou o crime e afirmou que o objetivo era executar as três jovens que apareciam na live. O oficial detalhou que as apreensões ocorreram em pontos distintos da cidade, incluindo a residência do pai de um dos adolescentes envolvidos, onde foram encontrados o capacete e o veículo reconhecidos por testemunhas.

Material apreendido para investigação || Foto: Divulgação/ Polícia Civil
Os suspeitos e os materiais apreendidos foram encaminhados às autoridades para a formalização do auto de infração, enquanto a Polícia Civil segue com as investigações para apurar se houve ordem superior de alguma facção para o ataque.