Um jovem de 20 anos, identificado como Yago Gabriel Pires da Silva de Oliveira, foi morto durante uma operação policial no bairro Parolin, em Curitiba (PR), nesta terça-feira (7). Segundo a Polícia Militar, ele teria atirado contra os agentes ao ser abordado em um barracão alvo de mandado de busca e foi baleado na troca de tiros.

Imagens gravadas por familiares mostram o momento em que um policial arrasta o jovem ferido, cena que gerou repercussão nas redes sociais. A corporação afirma que Yago portava uma pistola automática e integrava um grupo ligado ao tráfico de drogas.

 

Os advogados da família contestam a versão policial e cobram respostas das autoridades sobre a morte. O Ministério Público acompanha o caso, que será investigado pela Polícia Civil.

A operação faz parte das investigações sobre o ataque a tiros ao prédio do TRE do Paraná, ocorrido em maio, durante uma disputa entre facções criminosas no Parolin.

Foto da vítima
Foto da vítima

Um jovem identificado como Yago Gabriel Pires da Silva de Oliveira (foto em destaque), de 20 anos, foi morto a tiros durante uma operação da Polícia Militar realizada na manhã desta terça-feira (7) em Curitiba, no Paraná. A ação tinha como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão voltados ao combate ao tráfico de drogas e à apreensão de armas e câmeras instaladas irregularmente, utilizadas por criminosos para monitorar a movimentação policial na região.

De acordo com a corporação, Yago estava dentro de um barracão que era alvo da operação e teria atirado contra os policiais, que revidaram. Familiares, no entanto, divulgaram vídeos gravados no local, mostrando o momento em que um agente arrasta o jovem ferido e ajoelhado enquanto outro observa a cena.

O coronel Marcelo Roke Fávero afirmou que Yago estava armado com uma pistola automática com seletor de rajadas e carregador estendido.

“No momento da abordagem, ele enfrentou e disparou contra os policiais. Para preservar a vida da equipe, houve a reação. Ainda houve tentativa de socorro ao rapaz. Ele era um dos responsáveis por coordenar ordens ligadas ao tráfico de drogas no Parolin”, declarou.

A família da vítima, representada pelos advogados Jean Paulo Pereira e Lizandra Assis, contestou a versão oficial e cobrou respostas das autoridades.

“Apesar de confiarem na Polícia Militar do Paraná, os familiares exigem esclarecimentos concretos da Polícia Civil, da própria PM, do Ministério Público e do Poder Judiciário, para que os responsáveis sejam punidos pela crueldade exibida nas imagens divulgadas”, diz a nota enviada pela defesa.

O caso é acompanhado pelo Ministério Público e será investigado pela Polícia Civil.

Contexto da operação

A ação faz parte de uma série de investigações iniciadas após o ataque ao prédio do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em 21 de maio de 2025, quando disparos de arma de fogo atingiram o edifício durante um confronto entre grupos criminosos rivais que disputavam o controle de pontos de tráfico no Parolin.

Na ocasião, uma funcionária do TRE foi ferida, mas se recuperou. Dois projéteis atingiram dependências internas do prédio, inclusive o gabinete de uma desembargadora. Desde então, as polícias Civil e Militar vêm realizando operações para identificar e prender os envolvidos.

Em junho, três suspeitos foram presos após a identificação dos autores e das armas utilizadas no ataque.

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