A jovem Kailayne Mirele Espiridião (19), assassinada a tiros no domingo (03) em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, havia deixado o presídio em dezembro de 2025 após responder por tráfico de drogas.
A jovem Kailayne Mirele Espiridião (19), assassinada a tiros no domingo (03) em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, havia deixado o presídio em dezembro de 2025.

Kailayne Mirele Esperidião || Reprodução: Redes Sociais
Histórico policial
De acordo com registros, Kailayne foi presa pela primeira vez em agosto de 2025, após denúncia anônima indicar que ela vendia drogas em uma praça próxima à rodoviária da cidade. Na ocasião, policiais encontraram com a jovem cerca de 38 porções de crack, uma porção de maconha e dinheiro em espécie.
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Poucos dias depois, ela voltou a ser presa pelo mesmo crime, desta vez com porções de cocaína. Outros dois homens abordados no local afirmaram que haviam adquirido entorpecentes com a jovem. Após a decretação da prisão preventiva, Kailayne permaneceu detida por mais de três meses, sendo liberada pela Justiça em dezembro do mesmo ano.
Execução em lanchonete
O crime ocorreu em uma barraca de lanches onde Kailayne havia começado a trabalhar recentemente. Segundo informações, criminosos armados monitoravam o local e aproveitaram o momento em que não havia presença policial para realizar o ataque. A jovem foi atingida por disparos e morreu no local. A principal linha de investigação aponta para um crime planejado, descartando a hipótese inicial de tentativa de assalto.
Segundo informações da imprensa local, o ataque aconteceu por volta das 22h35 da noite, quando dois homens montados em uma motocicleta vermelha chegaram ao local e se aproximaram das vítimas. A jovem, de 19 anos, foi atingida com oito disparos que perfuraram o tórax e as pernas, vindo a óbito antes mesmo da chegada das equipes de resgate.
Namorado ficou ferido
Um rapaz de 19 anos, apontado como namorado da vítima, também foi baleado durante a ação. Ele foi socorrido em estado grave e encaminhado ao Hospital Auxiliadora.
Investigação
Até o momento, os autores do crime não foram localizados. A polícia investiga a motivação do ataque, que pode estar relacionada ao histórico da vítima. O caso segue sob apuração das autoridades.
A forma como os criminosos agiram, focando os disparos em Kailayne e fugiram sem levar pertences, reforça a tese para as autoridades que o crime foi planejado como um “acerto de contas”.
A Polícia Civil investiga se o homicídio possui ligação com o conflito entre grupos de facções rivais que operam na região. Buscas foram realizadas em bairros próximos, mas a identidade dos autores do crime permanece sob sigilo da investigação.
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