Julio Casares anunciou nesta quarta-feira (21) a renúncia à presidência do São Paulo antes da Assembleia Geral que ratificaria o impeachment. Ele citou ataques, ameaças e desgaste à família, enquanto segue investigado por PC e MP-SP.

Casares renuncia à presidência (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Casares renuncia à presidência (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

O presidente afastado do São Paulo Futebol Clube, Julio Casares, publicou uma carta nesta quarta-feira (21) comunicando sua renúncia ao cargo, antes que o impeachment, sofrido na última sexta-feira (16), fosse ratificado na Assembleia Geral de sócios.

“Diante da continuidade desse ambiente, da necessidade de preservar minha saúde e, sobretudo, de proteger minha família de ataques e ameaças gravíssimas, bem como para evitar que essa disputa política continue a prejudicar o time de futebol e o ambiente esportivo do clube, apresento minha renúncia ao cargo de Presidente, com efeitos a partir desta data, antecipando, inclusive, o exercício do direito estatutário de aguardar a Assembleia Geral”, escreveu Casares.

O agora ex-presidente do São Paulo reiterou ter enfrentado “conspirações, distorções, mentiras e disputas de poder” durante o processo que levou a seu impeachment.

“Renuncio à Presidência para preservar minha saúde e proteger minha família. Ao São Paulo Futebol Clube, amor de infância e da minha vida, jamais renunciarei. Renuncio, sim, ao ambiente de conspirações, distorções, mentiras e disputas de poder que ultrapassaram os limites democráticos e tentaram manchar trajetórias, biografias e a própria história do clube”, concluiu.

Investigações contra Casares

Apesar da narrativa de sofrer perseguição política dentro do clube, Casares também atravessa momento de desconfiança em termos judiciais. O gestor é investigado pela Polícia Civil (PC) e pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por possíveis crimes como corrupção e desvio de dinheiro que podem ter lesado o clube.

Investigações levantam questionamentos sobre o recebimento de R$ 1,5 milhão em depósitos fracionados na conta do então presidente, além de um saque de R$ 11 milhões em dinheiro que pertencia ao caixa do clube, e o escândalo da venda clandestina de camarotes de sua ex-mulher, Mara Casares, e o diretor Douglas Schwartzmann.

Administração do São Paulo

O empresário e vice-presidente Harry Massis Júnior, de 80 anos, assumiu de forma definitiva a presidência do São Paulo Futebol Clube, até o fim de 2026, quando se encerra o triênio do atual mandato.

Nesta quarta-feira, o diretor Antônio Donizete Gonçalves, o Dedé, e o superintendente geral Márcio Carlomagno também deixaram o clube, segundo informado pelo setorista Gabriel Sá.

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