A equipe de Ana Castela emitiu nota de repúdio contra influenciadoras que ironizaram a sexualidade e a aparência física da cantora em uma “trend” no TikTok. O jurídico do Grupo AgroPlay classificou o ato como body shaming e agressão, afirmando que analisa medidas legais para responsabilização pedagógica.
Depois de um vídeo postado no TikTok viralizar nas redes sociais, no qual algumas influenciadoras fizeram comentários maldosos colocando em dúvida a orientação sexual da cantora Ana Castela, a equipe jurídica do Grupo AgroPlay, responsável pela carreira da Boiadeira, emitiu uma nota de repúdio nesta quarta-feira (17).
O comunicado destaca que a internet não é “terra sem lei” e que atitudes como essas não serão toleradas. Além disso, fez um alerta sobre o uso de comentários depreciativos ligados à aparência física. Segundo a nota, estão sendo analisadas possíveis medidas judiciais com foco em responsabilizar os envolvidos, embora nenhuma ação definitiva tenha sido tomada até agora.
Entenda a polêmica
A polêmica começou após a circulação de um vídeo no TikTok com Vivi Wanderley, Isadora Raymundi, Duda Wilken e Gabi Medina. Na gravação, as influenciadoras participam de uma brincadeira fazendo suposições sobre a sexualidade de pessoas públicas. Mesmo com os nomes censurados no vídeo, internautas começaram a especular que a referência seria, entre outros famosos, à cantora Ana Castela.
Leia a nota na íntegra:
“A assessoria jurídica do Grupo AgroPlay, que administra a carreira da artista Ana Castela, vem a público repudiar os ataques proferidos por influenciadoras digitais nesta semana.
É necessário educar e traçar limites. A sexualidade de uma mulher não é ofensa. No entanto, contexto é tudo. Quando utilizado por pessoas sem intimidade, de forma pública, em tom de zombaria e, principalmente, associado a críticas sobre a aparência física (‘estrutura óssea’) de uma jovem de 22 anos, o termo deixa de ser sobre identidade e vira arma de agressão e body shaming (ataque ao corpo).
Isso retira o manto da ‘liberdade de expressão’. Não permitiremos que a orientação sexual (real ou especulada) e o corpo de uma mulher sejam transformados em ‘trend’ de humilhação para gerar engajamento. A internet não é terra sem lei.
As medidas judiciais cabíveis estão sendo analisadas, visando não necessariamente uma reparação, mas a responsabilização pedagógica. Informamos que, ainda, não tomamos nenhuma medida judicial. Respeito é inegociável. Aproveitamos para agradecer a cada fã, página e usuário que, espontaneamente, se posicionou contra o cyberbullying e a favor do respeito.
Ver tantas pessoas entendendo que corpo e sexualidade não são motivos para chacota e não podem ser usados para engajamento nos dá a certeza de que estamos no caminho certo. A internet pode ser um lugar hostil. Que bom que muita gente ainda escolhe a empatia. Seguimos atentos e gratos. Departamento Jurídico”
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