A Justiça do Distrito Federal aceitou denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e tornou réus três técnicos de enfermagem acusados de matar pacientes em uma UTI do Hospital Anchieta. Segundo a investigação, as vítimas teriam recebido substâncias indevidas, e os suspeitos seguem presos à espera de julgamento.

Investigação aponta que pacientes morreram após receber doses elevadas de medicamentos em UTI do Hospital Anchieta. Foto: Reprodução.
Investigação aponta que pacientes morreram após receber doses elevadas de medicamentos em UTI do Hospital Anchieta. Foto: Reprodução.

A Justiça do Distrito Federal aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e tornou réus três técnicos de enfermagem acusados de envolvimento na morte de pacientes internados em uma UTI do Hospital Anchieta.

A decisão foi proferida na terça-feira (17) e atinge Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, que seguem presos e agora aguardam julgamento.

Crimes investigados

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, os profissionais são acusados de provocar a morte de três pacientes entre novembro e dezembro de 2025.

O principal investigado, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, deve responder por três homicídios triplamente qualificados, além de falsificação e uso de documentos falsos.

Marcela Camilly Alves da Silva foi indiciada pelos três homicídios, enquanto Amanda Rodrigues de Sousa responde por duas mortes.

Segundo a investigação, substâncias teriam sido injetadas nos pacientes, o que teria causado os óbitos.

Vítimas identificadas

As vítimas são a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, o servidor da Caesb João Clemente, de 63, e o servidor dos Correios Marcos Moreira, de 33.

Como o caso veio à tona

O caso começou a ser investigado após a própria unidade de saúde identificar mortes suspeitas na UTI e acionar as autoridades.

A partir de uma auditoria interna, com análise de prontuários e imagens de câmeras de segurança, foi detectado comportamento considerado suspeito dos profissionais.

A investigação ganhou prioridade quando se descobriu que um dos suspeitos havia passado a trabalhar em outra unidade hospitalar da região.

Operação e prisão

A apuração contou com atuação conjunta da Coordenação de Homicídios, do Instituto Médico Legal e do Instituto de Criminalística.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em janeiro, e os três técnicos foram presos temporariamente dias depois, em cidades do Distrito Federal e entorno.

Penas podem ser altas

Segundo a polícia, as penas podem chegar a até 90 anos de prisão para os principais envolvidos, em caso de condenação.

A defesa de uma das acusadas afirma confiar na inocência da cliente e diz que pretende contestar as provas apresentadas durante o processo.

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