A Justiça do Rio Grande do Sul concedeu progressão para o regime aberto ao empresário Mauro Londero Hoffmann, ex-sócio da Boate Kiss e condenado a 12 anos de prisão pela morte de 242 pessoas no incêndio ocorrido em 2013.
A Justiça do Rio Grande do Sul concedeu progressão para o regime aberto ao empresário Mauro Londero Hoffmann, ex-sócio da Boate Kiss e condenado a 12 anos de prisão pela morte de 242 pessoas no incêndio ocorrido em 2013.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a decisão foi tomada após parecer favorável do Ministério Público.
Entre as condições impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e a possibilidade de manter atividades profissionais.
Progressão segue decisão sobre outro sócio
A decisão segue a mesma progressão de regime concedida anteriormente ao outro ex-sócio da boate, Elissandro Callegaro Spohr, conhecido como Kiko.
Ele também foi condenado a 12 anos de prisão pelo caso e já cumpre a pena em regime aberto, com monitoramento eletrônico e obrigação de comparecer periodicamente à Justiça.
Músico recebe liberdade condicional
Outro condenado no caso, o músico Marcelo de Jesus dos Santos, integrante da banda Gurizada Fandangueira, obteve livramento condicional.
Segundo a defesa, a decisão foi concedida após o cumprimento dos requisitos legais, incluindo tempo mínimo de pena e bom comportamento carcerário.
Com o benefício, ele não precisará mais usar tornozeleira eletrônica, mas continuará submetido a obrigações judiciais, como comparecimento periódico à Justiça e manutenção de atividade profissional.
Penas foram reduzidas em julgamento
Em agosto do ano passado, a 1ª Câmara Especial Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu reduzir as penas dos quatro condenados pelo incêndio.
Com isso, as condenações passaram a ser de:
- 12 anos de prisão para Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann;
- 11 anos de prisão para Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão.
O Ministério Público recorreu da decisão e pede o restabelecimento das penas fixadas pelo Tribunal do Júri em 2021.
Relembre o caso
O incêndio na Boate Kiss ocorreu em 27 de janeiro de 2013, na cidade de Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul.
Na ocasião, um artefato pirotécnico utilizado durante o show da banda atingiu a espuma do teto do palco, provocando um incêndio que gerou fumaça tóxica.
Ao todo, 242 pessoas morreram e outras 636 ficaram feridas, tornando o episódio uma das maiores tragédias da história recente do Brasil.
Leia Mais no BacciNotícias: