A Justiça da Itália decidiu manter presa a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), considerando risco de fuga. A Corte de Apelação analisou laudos médicos e afirmou que ela tem condições de permanecer em cárcere. O STF, por meio do ministro Alexandre de Moraes, solicitou sua extradição. A defesa pediu que Zambelli aguardasse o julgamento em liberdade, mas o pedido foi negado.
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) permanecerá presa na Itália enquanto a Corte de Apelação de Roma avalia um pedido de extradição solicitado pelo governo brasileiro. A defesa argumenta que ela não representa risco de fuga e que sofre de problemas de saúde, mas os juízes entenderam que a prisão segue justificada, pelo menos até nova decisão.
Zambelli foi detida em Roma em 29 de julho, após seu nome constar na lista vermelha da Interpol, conforme pedido do ministro do STF Alexandre de Moraes. A prisão ocorre após sua fuga do Brasil, motivada por duas condenações no Supremo. A primeira, em maio, foi por invadir sistemas do CNJ, com pena de 10 anos; a segunda, mais recente, é de cinco anos e três meses, por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal durante campanha eleitoral de 2022.
Na audiência na quarta-feira (27), a defesa reforçou que Zambelli não possui passaporte — ambos foram bloqueados — nem recursos financeiros, argumentando que não há risco de fuga. Também foi citado um quadro de doenças graves, como problemas cardíacos, neurológicos e psiquiátricos. No entanto, o laudo médico da perícia italiana concluiu que ela está lúcida e pode permanecer presa, pois as condições carcerárias garantem o atendimento necessário.
A juíza, por sua vez, decidiu adiar uma decisão sobre o pedido de soltura para analisar os argumentos e os laudos apresentados. Até nova deliberação, Zambelli seguirá na cadeia feminina de Rebibbia, em Roma.
O pedido formal de extradição foi enviado ao governo italiano em 11 de junho, por iniciativa do STF. Embora a defesa aponte enfermidade como motivo para aguardar em liberdade, a corte italiana mantém a detenção diante das evidências de risco de fuga.
O processo de extradição ainda não tem prazo definido e deve considerar legislação italiana e o tratado bilateral. Enquanto isso, o litígio judicial envolve três condenações, duas no STF e outra dependendo da confirmação da perda do mandato.
