A Justiça de São Paulo decretou, nesta quarta-feira (17), a prisão temporária de dois suspeitos de envolvimento na execução do delegado aposentado e ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, morto a tiros na última segunda-feira (15) em Praia Grande, no litoral paulista. Os nomes dos investigados não foram divulgados, e ambos são considerados foragidos. Além das prisões, oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital e na Grande São Paulo. A operação mobilizou 63 policiais civis do DHPP, Deic e Seccional de Praia Grande. A Polícia Civil trabalha com imagens de câmeras de segurança e não descarta nenhuma hipótese para o crime, incluindo uma possível retaliação do PCC, facção que Ruy combateu ao longo da carreira.

Justiça decreta prisão de suspeitos de matar delegado Ruy Ferraz
Justiça decreta prisão de suspeitos de matar delegado Ruy Ferraz

A Justiça de São Paulo decretou, na tarde desta quarta-feira (17), a prisão dos dois principais suspeitos de matar o delegado aposentado e ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, executado na última segunda-feira (15) na avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O caso corre sob segredo de Justiça.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), dois mandados de prisão temporária foram expedidos a pedido da Polícia Civil, mas ainda não foram cumpridos. Os investigados são considerados foragidos, e seus nomes não foram divulgados para não atrapalhar as investigações. No entanto, o BacciNotícias recebeu com exclusividade a informação que um dos suspeitos é F.A., que seria do alto escalão da facção no ABC Paulista. Pela manhã, a Polícia Civil ouviu o depoimento da mãe desse suspeitos, como parte das diligências do inquérito.

Além das prisões, a Justiça também autorizou o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão em endereços na capital paulista e na Grande São Paulo. “Os vestígios estão sendo analisados pela Polícia Técnico-Científica. Será feito um cruzamento com o banco de dados criminal do Estado de São Paulo e de outros órgãos para identificar os envolvidos no crime”, diz a nota oficial da SSP.

Ao todo, 63 policiais civis do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da Seccional de Praia Grande participaram da operação.

Quem são os suspeitos

Segundo a SSP, os dois investigados já foram identificados, mas os nomes são mantidos em sigilo. O primeiro suspeito é um homem que já foi preso pelo menos quatro vezes, incluindo uma apreensão quando ainda era menor de idade.

O segundo suspeito foi identificado a partir de uma perícia realizada em um dos carros usados na execução do delegado. De acordo com autoridades ligadas ao caso, ele já esteve preso em uma unidade controlada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

Linhas de investigação

As autoridades não descartam nenhuma hipótese para o crime, incluindo a participação de agentes públicos. Ruy Ferraz, que atualmente ocupava o cargo de secretário de Administração em Praia Grande, acumulava inimizades internas na polícia e, ao longo da carreira, foi considerado o “inimigo número um” do PCC.

No início dos anos 2000, ele foi o primeiro delegado a investigar a facção criminosa no estado e atuou na transferência de algumas das principais lideranças, como Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, para presídios federais de segurança máxima.

O que a polícia já sabe

A Polícia Civil usa imagens de câmeras de segurança para traçar a dinâmica da execução e já trabalha com dois suspeitos formalmente identificados, cujas prisões foram decretadas nesta quarta-feira.

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