A Justiça de Mato Grosso determinou no último dia 11, novamente a prisão de Lumar Costa da Silva, acusado de matar a própria tia, Maria Zélia da Silva, em 2019, arrancar o coração dela e entregar o órgão à filha da vítima. A decisão foi tomada após ele descumprir as condições impostas quando recebeu alta do hospital psiquiátrico e ainda ser denunciado por violência doméstica.
A Justiça de Mato Grosso determinou no último dia 11, novamente a prisão de Lumar Costa da Silva, acusado de matar a própria tia, Maria Zélia da Silva, em 2019, arrancar o coração dela e entregar o órgão à filha da vítima. A decisão foi tomada após ele descumprir as condições impostas quando recebeu alta do hospital psiquiátrico e ainda ser denunciado por violência doméstica.
Lumar havia sido desinternado em junho deste ano do hospital Adauto Botelho, em Cuiabá, após laudos indicarem estabilidade do quadro psiquiátrico. Ele passou a morar com o pai, em Campinas (SP), e deveria seguir tratamento ambulatorial, permanecer sob supervisão do curador e fazer uso contínuo da medicação.
No entanto, segundo o juiz responsável pelo caso, Lumar deixou a casa do pai sem autorização, interrompeu o tratamento e parou de tomar os remédios prescritos. Além disso, passou a responder por um episódio de violência doméstica contra a companheira, o que acendeu alerta sobre a possibilidade de regressão do quadro psicológico.
Diante desses fatores, o juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto concluiu que houve retorno da periculosidade e determinou a revogação do alvará de desinternação, restabelecendo a medida de segurança com internação psiquiátrica. Ele também proibiu que o réu seja enviado a uma prisão comum, determinando que retorne ao hospital psiquiátrico para reavaliação e novo tratamento.
Lumar foi preso novamente em São Paulo e aguarda recambiamento para Mato Grosso, onde deverá voltar a receber acompanhamento médico sob custódia.
O crime que chocou o país ocorreu em julho de 2019, na cidade de Sorriso (MT). Na ocasião, Lumar matou a tia a facadas, abriu o tórax dela e arrancou o coração, levando o órgão até a filha da vítima. Avaliações psiquiátricas concluíram que ele era inimputável, devido a transtorno afetivo bipolar tipo I, o que o manteve internado em um hospital psiquiátrico em vez de ser levado a júri popular.
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