Brennand acumula diversas condenações relacionadas a crimes de violência contra mulheres. Entre os casos, está a sentença de oito anos de prisão pelo estupro de uma estudante de medicina, determinada em 2025. O empresário está preso desde 2023, após ser extraditado dos Emirados Árabes Unidos para o Brasil.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu restabelecer a pena de 10 anos e seis meses de prisão aplicada ao empresário Thiago Brennand por crimes de estupro e violência contra mulheres. A decisão foi publicada na última sexta-feira (6) e reverteu uma redução de dois anos na condenação que havia sido determinada em 2025.
A pena retomada se refere a um dos processos em que o empresário foi condenado, relacionado a um caso ocorrido em 2021 envolvendo uma atriz norte-americana. Na ocasião, a Justiça havia fixado a sentença em primeira instância em 2024.
O ministro Antonio Saldanha acolheu um recurso apresentado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), que pedia a retomada da condenação original. Com a decisão, a pena de 10 anos e seis meses volta a valer, mesmo após as tentativas da defesa de reduzir a sentença.
Processos e condenação
Thiago Brennand responde a diversos processos e já foi condenado em diferentes casos de violência sexual e agressão contra mulheres. Em uma decisão mais recente, em 2025, ele recebeu outra pena de oito anos de prisão em regime fechado pelo estupro de uma estudante de medicina.
O empresário foi preso após ser extraditado dos Emirados Árabes Unidos para o Brasil. Inicialmente, ele foi encaminhado para a Penitenciária Doutor José Augusto Salgado, conhecida como P2 de Tremembé, no interior de São Paulo, unidade que ficou conhecida por abrigar presos famosos. Posteriormente, Brennand foi transferido para o sistema prisional de Guarulhos.
Empresário acumula diversos processos na Justiça
Thiago Brennand responde a diversos processos na Justiça e foi denunciado por uma série de crimes, entre eles violência sexual, lesão corporal, cárcere privado e corrupção de menor.
Na primeira condenação, o empresário foi considerado culpado por estuprar uma mulher norte-americana em julho de 2021. Pelo crime, a Justiça determinou uma pena de 10 anos e seis meses de prisão em regime fechado.
Posteriormente, Brennand também foi condenado a um ano e oito meses de detenção, em regime semiaberto, após agredir a modelo Helena Gomes dentro de uma academia de alto padrão localizada no Shopping Iguatemi, na zona oeste de São Paulo.
Outro processo foi aberto após a denúncia de uma massagista brasileira, que afirmou ter sido vítima de estupro e perseguição por parte do empresário. O caso teria ocorrido em 2022. Apesar de negar as acusações, Brennand foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), recebendo pena de oito anos de prisão em regime inicial fechado.
Defesa de manifesta
Recentemente, o Metrópoles revelou que a Corregedoria da Polícia Penal abriu uma investigação para apurar possíveis benefícios irregulares concedidos ao empresário Thiago Brennand enquanto ele estava detido na Penitenciária José Parada Neto, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A apuração busca verificar se o detento teria recebido algum tipo de tratamento diferenciado dentro da unidade prisional.
A defesa de Brennand criticou a decisão judicial e afirmou que o julgamento foi individual e ocorreu de forma precipitada. “foi um julgamento monocrático e precipitado. Temos um Habeas Corpus mais de ano aguardando julgamento. Vamos ver como entende o colegiado”, disse.
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