A Justiça de Minas Gerais excluiu da herança o homem acusado de matar a própria mãe em Belo Horizonte. Segundo a investigação, ele a asfixiou após uma discussão relacionada a dívidas com apostas esportivas e ainda tentou forjar uma cena de violência sexual para despistar a polícia.
A Justiça de Minas Gerais determinou a exclusão de Matteos França Campos, de 32 anos, da herança da própria mãe, a professora Soraya Tatiana Bonfim França, de 56 anos, assassinada em julho de 2025 em Belo Horizonte. A decisão foi confirmada nesta quarta-feira (24), pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

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Matteos responde pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. Segundo as investigações, ele confessou ter matado a mãe dentro do apartamento onde os dois moravam, no bairro Santa Amélia, na Região da Pampulha. O acusado aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri.
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Exclusão da herança
A ação que resultou na exclusão do herdeiro foi proposta por familiares da vítima. Ao analisar o caso, o magistrado rejeitou os argumentos apresentados pela defesa e entendeu que a perda do direito à herança pode ser decidida na esfera cível, independentemente da conclusão do processo criminal.
Na decisão, o juiz destacou que parentes que possam ser beneficiados pela sucessão têm legitimidade para solicitar a exclusão de um herdeiro quando existem elementos que apontem sua participação na morte do autor da herança.
O magistrado também considerou que há provas suficientes para sustentar a medida, incluindo a confissão feita por Matteos à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a ausência de contestação da defesa em relação a pontos centrais da acusação.
Suspeito assassinou a própria mãe
O corpo de Soraya Tatiana Bonfim França foi encontrado em 20 de julho de 2025, em uma área de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após uma denúncia anônima. A vítima estava seminua e coberta por um lençol, circunstância que inicialmente levantou suspeitas de violência sexual.
No decorrer das investigações, a Polícia Civil concluiu que o cenário havia sido forjado pelo próprio filho com o objetivo de dificultar a identificação da autoria do crime e desviar o foco das apurações.
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Homem teria feito dívida
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Soraya havia entrado em contato com o banco pouco antes de morrer para contestar compras e movimentações financeiras que não reconhecia em seu cartão de crédito. Após a ligação, ela teria discutido com o filho.
As investigações apontam que Matteos acumulava dívidas relacionadas a apostas esportivas e teria ficado insatisfeito com a recusa da mãe em assumir os débitos. Conforme a acusação, ele matou Soraya por asfixia utilizando um golpe conhecido como “mata-leão”.
Ocultação de cadáver
A Polícia Civil também apurou que, após cometer o crime e ocultar o corpo, o acusado viajou com amigos para a Serra do Cipó, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Durante o período, ele participou de festas e manteve comportamento considerado normal pelos investigadores, sem demonstrar sinais que despertassem suspeitas sobre o homicídio.
O processo criminal segue em andamento, enquanto a decisão cível retira de Matteos qualquer direito sobre o patrimônio deixado pela mãe.
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