A Justiça de São Paulo determinou o uso do sistema Sniper, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para rastrear bens e contas do ex-jogador Marcelinho Carioca, condenado pela morte de um adolescente em 1998.
O pedido foi feito pelos pais da vítima, Servio Machado e Pedra Batista, que lutam há 27 anos para receber a indenização de cerca de R$ 600 mil. O filho do casal, Cristiano, de 17 anos, morreu após ser pisoteado por um cavalo de raça pertencente a Marcelinho, enquanto trabalhava em seu sítio.
Mesmo com decisões favoráveis em todas as instâncias, os idosos ainda não foram indenizados. A nova medida busca localizar bens e identificar possíveis transferências irregulares. O ex-jogador, ídolo do Corinthians, ainda não se manifestou sobre o caso.
A Justiça de São Paulo determinou o uso do sistema Sniper, ferramenta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltada à investigação patrimonial, para rastrear bens e contas bancárias do ex-jogador Marcelinho Carioca, ídolo do Corinthians. A medida atende a um pedido do casal Servio Machado e Pedra Batista, de 74 e 68 anos, que busca há quase três décadas o pagamento de uma indenização pela morte do filho, Cristiano, de 17 anos, ocorrida em 1998.

Marcelinho Carioca (redes sociais) em 2025
Como foi o acidente
O jovem morreu após ser pisoteado por um cavalo de raça pertencente a Marcelinho, enquanto trabalhava no sítio do ex-atleta, em São Paulo. Desde então, os pais travam uma longa batalha judicial para receber a indenização, que hoje ultrapassa R$ 600 mil, sem contar custas e honorários.
A decisão judicial autoriza a busca por bens, aplicações e ligações financeiras em nome de Marcelinho, inclusive com empresas ou terceiros, para identificar possíveis fraudes, transferências irregulares ou vendas de imóveis não registradas.
O processo se estende há 27 anos na Justiça paulista. A sentença inicial reconheceu que o ex-jogador contratou o adolescente sem experiência para atividades com animais em uma fazenda sem estrutura adequada. Na época, o garoto recebia R$ 180 por mês. Embora Marcelinho não estivesse presente no momento do acidente, o tribunal considerou que ele tinha responsabilidade sobre o local e o animal.
Condenado inicialmente a pagar R$ 100 mil de indenização, o ex-jogador recorreu, mas perdeu em todas as instâncias. O caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde permaneceu por mais de uma década.
