O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva do influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira. A decisão foi tomada de forma unânime pela 5ª Turma da Corte, que rejeitou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do influenciador.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva do influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira. A decisão foi tomada de forma unânime pela 5ª Turma da Corte, que rejeitou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do influenciador.

Influenciador Buzeira (Foto: Reprodução/Redes sociais)
A polícia investiga a atuação de Buzeira, preso desde outubro de 2025 durante a Operação Narco Bet, em suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas e ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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Defesa questionou prisão
No pedido analisado pelo STJ, os advogados sustentaram que não existiriam provas suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva. A defesa também argumentou que o influenciador não representaria risco às investigações ou à ordem pública e solicitou a substituição da prisão por medidas cautelares.
Os ministros, porém, entenderam que os elementos reunidos durante a investigação indicam a necessidade da manutenção da medida. Segundo a decisão, a Justiça entende que há receio de que o influenciador retome as práticas, justificando a continuidade da prisão preventiva.
Investigação aponta movimentação milionária
De acordo com a Polícia Federal, Buzeira teria recebido aproximadamente R$ 19,7 milhões de Rodrigo Morgado, apontado pelas autoridades como um dos principais operadores financeiros investigados no esquema. Morgado é suspeito de atuar no envio de grandes carregamentos de cocaína para a Europa e de movimentar recursos provenientes do tráfico internacional de drogas.
Segundo os investigadores, os suspeitos transferiram valores para a Buzeira Digital, empresa vinculada ao influenciador. A PF aponta Buzeira como um dos rostos utilizados para dar aparência de legalidade ao dinheiro ilícito. De acordo com a polícia, o esquema ocorreria por meio de rifas virtuais, promoções e plataformas de apostas online.
Armas e pedras preciosas apreendidas
Ainda de acordo com as informações, a polícia cumpriu, na época, mandados de busca na residência do influenciador. O imóvel está localizado em um condomínio de alto padrão em Igaratá, no interior de São Paulo. Na ocasião, agentes federais encontraram armas de fogo, munições, carregadores, radiocomunicadores e equipamentos táticos.
Investigadores descrevem o material como um verdadeiro arsenal. Além disso, na ocasião, as equipes também apreenderam duas pedras brutas. A suspeita é de que os suspeitos utilizaram esmeraldas avaliadas em cerca de R$ 1,7 bilhão para ocultação patrimonial.
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Operação investiga apostas e tráfico internacional
A Operação Narco Bet foi deflagrada pela Polícia Federal em outubro de 2025 e apura a utilização de empresas de apostas eletrônicas para lavar recursos provenientes do tráfico internacional de drogas.
As investigações indicam que os suspeitos movimentavam dinheiro por meio de criptomoedas, remessas internacionais e empresas de fachada, buscando dificultar o rastreamento dos valores.
Segundo a PF, suspeitos destinaram parte desses recursos para plataformas de apostas esportivas, o que permitiu que o dinheiro entrasse no sistema financeiro com aparência de legalidade.
Ao longo da operação, a polícia cumpriu mandados em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e até na Alemanha. As autoridades também determinaram o bloqueio de aproximadamente R$ 630 milhões em bens e valores ligados aos investigados.
Ligação com apreensão de cocaína no Atlântico
Os investigadores apontam ainda que Rodrigo Morgado possui ligação com a embarcação Veleiro Lobo IV, apreendida pela Marinha dos Estados Unidos entre Cabo Verde e as Ilhas Canárias. No local, as equipes encontraram mais de quatro toneladas de cocaína.
A apreensão originou a Operação Narco Vela, que posteriormente deu origem à Narco Bet, ampliando as investigações para supostos mecanismos de lavagem de dinheiro envolvendo apostas online e influenciadores digitais. Enquanto o processo segue em andamento, Buzeira permanece preso e submetido às medidas determinadas pela Justiça.
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