A Justiça do Rio negou o pedido da defesa de Bruno e manteve a revogação da liberdade condicional. O goleiro descumpriu regras ao viajar sem autorização para assinar com um clube no Acre. Com isso, segue considerado foragido.
A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido da defesa do goleiro Bruno Fernandes para suspender a decisão que revogou sua liberdade condicional. Com isso, segue válida a determinação de retorno ao regime semiaberto, além da expedição de um novo mandado de prisão. O ex-jogador, de 41 anos, é considerado foragido desde a última semana após deixar o estado sem autorização judicial.
Goleiro Bruno tem pedido de liberdade negado
A decisão foi assinada pela desembargadora Katya Maria de Paula Menezes Monnerat, que manteve o entendimento da Vara de Execuções Penais. O benefício havia sido retirado após o Ministério Público apontar que Bruno viajou ao Acre no dia 15 de fevereiro de 2026 — poucos dias depois de obter a liberdade — para firmar contrato com o Vasco-AC.
Segundo os autos, o deslocamento irregular foi comprovado por registros públicos, incluindo a regularização do atleta no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, além de repercussões na imprensa. Para a magistrada, não há dúvida de que o ex-goleiro tinha conhecimento das regras impostas pela Justiça e optou por descumpri-las.
Na decisão, a desembargadora foi direta ao afirmar que cabe ao condenado se adequar às condições estabelecidas para o cumprimento da pena. O entendimento reforça que a conduta foi incompatível com os requisitos da liberdade condicional, evidenciando desrespeito às determinações judiciais.
A defesa argumentou que a viagem tinha como objetivo viabilizar trabalho e contribuir para a ressocialização do jogador, tentando afastar a classificação de falta grave. Ainda assim, o Judiciário considerou a revogação do benefício como medida adequada diante da infração.
Condenação do goleiro Bruno
Bruno foi condenado a 22 anos e um mês de prisão pelo assassinato de Eliza Samudio, além de crimes como sequestro, cárcere privado e lesão corporal. O caso teve grande repercussão nacional, e o corpo da vítima nunca foi encontrado.
Preso em 2010, o ex-goleiro foi condenado em 2013 e chegou a obter liberdade provisória em 2017, mas retornou à prisão poucos meses depois por decisão do Supremo Tribunal Federal. Em 2019, progrediu para o regime semiaberto, o que permitiu a retomada da carreira no futebol.
Nos anos seguintes, Bruno passou por diferentes clubes de menor expressão no país. Em 2023, conquistou a liberdade condicional, agora novamente revogada após o descumprimento das regras impostas pela Justiça.