A Justiça de Rondônia decidiu manter a prisão do aluno suspeito de matar a professora de Direito Juliana Santiago a facadas dentro de uma faculdade particular de Porto Velho. Preso em flagrante logo após o crime, João Junior teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada neste sábado (7). O caso é investigado como feminicídio pela Polícia Civil.
A Justiça de Rondônia converteu em prisão preventiva a detenção de João Junior, aluno suspeito de assassinar a professora universitária Juliana Santiago a facadas dentro de uma faculdade particular de Porto Velho. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada na manhã deste sábado (7).
Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), João deve ser encaminhado ainda neste sábado ao sistema prisional. Ele havia sido preso em flagrante na noite de sexta-feira (6), logo após o crime ocorrido dentro da unidade de ensino.
Juliana Santiago era professora de Direito e também atuava como escrivã da Polícia Civil de Rondônia. De acordo com o registro policial, ela foi atingida por golpes de faca na região torácica, com duas perfurações, além de uma laceração no braço direito. A vítima chegou a receber atendimento médico ainda na faculdade e foi encaminhada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos.
Em depoimento, o suspeito afirmou à polícia que a arma utilizada no crime teria sido entregue pela própria professora um dia antes. A versão apresentada por ele está sendo apurada pela Polícia Civil.
Ainda segundo o relato de João, ele teria mantido um relacionamento amoroso com a vítima e ficou “emocionalmente abalado” após o afastamento da professora e ao descobrir que ela havia retomado contato com um ex-companheiro. A linha de investigação é analisada pelas autoridades.
O suspeito foi contido por um aluno da instituição que também é policial militar. A testemunha relatou que estava em uma sala próxima quando ouviu gritos e o barulho de cadeiras sendo quebradas. Ao chegar ao local, encontrou a professora ferida e o agressor tentando fugir. Ele conseguiu imobilizá-lo e deu voz de prisão até a chegada da polícia.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. De acordo com a Delegacia de Homicídios, aparelhos celulares foram apreendidos para perícia e testemunhas serão ouvidas para esclarecer completamente a dinâmica e a motivação do crime.
