A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na terça-feira (4), uma mulher de 52 anos e um homem de 35, suspeitos de planejar e executar o assassinato de um casal homoafetivo em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. As vítimas são Everaldo Gregório de Souza, de 60 anos, e Thomas Stephen Lydon, de 65, natural de Boston (EUA). De acordo com as investigações, o casal foi morto por envenenamento.

Laudo revela detalhe sobre morte de casal gay; disputa por valor milionário é investigada (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Laudo revela detalhe sobre morte de casal gay; disputa por valor milionário é investigada (Foto: Reprodução/Redes sociais)

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na terça-feira (4), uma mulher de 52 anos e um homem de 35, suspeitos de planejar e executar o assassinato de um casal homoafetivo em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. As vítimas são Everaldo Gregório de Souza, de 60 anos, e Thomas Stephen Lydon, de 65, natural de Boston (EUA). De acordo com as investigações, o casal foi morto por envenenamento, em julho deste ano.

O laudo toxicológico revelou que Thomas foi intoxicado com fenobarbital, a mesma substância que provocou a morte de Everaldo. O documento foi anexado ao relatório final do inquérito policial, concluído nesta semana.

Segundo a polícia, os suspeitos,  a irmã de Everaldo e um amigo de Thomas, teriam atuado de forma premeditada e, após as mortes, movimentaram mais de R$ 1,3 milhão em contas das vítimas.

Ambos estão presos preventivamente e serão indiciados por duplo homicídio qualificado, além de outros crimes financeiros.

Laudo revela detalhe sobre morte de casal gay; disputa por valor milionário é investigada

Laudo revela detalhe sobre morte de casal gay; disputa por valor milionário é investigada (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Versão de morte natural é desmentida

Inicialmente, a morte de Thomas havia sido registrada como decorrente de um câncer de pele, mas o laudo toxicológico contradisse essa versão. O médico responsável relatou ter ficado surpreso com o resultado, pois o paciente apresentava boa evolução clínica e o tipo de câncer tratado não era terminal.

De acordo com as apurações, o atestado de óbito foi emitido com base em documentos apresentados pela irmã de Everaldo, incluindo um laudo de biópsia.

Disputa por herança milionária

Após as mortes, os investigados teriam resgatado aplicações financeiras e tentado vender o imóvel onde o casal morava, avaliado em cerca de R$ 950 mil.

Um comprovante bancário mostra que, 20 dias após a morte de Everaldo, houve o resgate de R$ 379 mil de uma aplicação em nome dele.
A investigação aponta que o amigo suspeito chegou a procurar um corretor de imóveis antes mesmo do crime, tentando simular uma venda falsa, o que levantou suspeitas entre os investigadores.

Bloqueio de bens e próximos passos

Com o inquérito concluído, o Ministério Público deve agora analisar o caso para oferecer denúncia à Justiça.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,5 milhão em bens e veículos dos investigados para garantir possível reparação de danos.

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