Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados propõe restringir a convocação para a Seleção Brasileira de futebol apenas a jogadores, técnicos e integrantes da comissão técnica que atuem em clubes do Brasil. A proposta também prevê a proibição de patrocínios de casas de apostas e empresas de jogos de azar a clubes, federações e demais entidades esportivas ligadas ao futebol.

Foto: Rafael Ribeiro e Nelson Terme/CBF.
Foto: Rafael Ribeiro e Nelson Terme/CBF.

Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados propõe restringir a convocação para a Seleção Brasileira de futebol apenas a jogadores, técnicos e integrantes da comissão técnica que atuem em clubes do Brasil.

A proposta também prevê a proibição de patrocínios de casas de apostas e empresas de jogos de azar a clubes, federações e demais entidades esportivas ligadas ao futebol.

Foto: CBF Media Center.

Seleção Brasileira (Foto: CBF Media Center)

O Projeto de Lei (PL) 3.582/2026 foi protocolado pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly (Pode-PR) e ainda aguarda despacho para começar a tramitar nas comissões da Câmara. Se aprovado pelos deputados e senadores, seguirá para sanção presidencial.

Veja mais notícias de Esporte

Proposta vale para todas as seleções

Pelo texto, a restrição se aplica às seleções masculina, feminina e de base, além de técnicos e toda a comissão técnica que representa oficialmente o Brasil em competições internacionais. A única exceção prevista no projeto é para partidas amistosas ou eventos promocionais, desde que haja autorização do órgão competente.

Acesse o canal BNTV no YouTube

Na justificativa, o deputado afirma que as maiores conquistas do futebol brasileiro ocorreram quando os atletas e as comissões técnicas estavam vinculados ao futebol nacional. Segundo o parlamentar, a transferência precoce de jogadores para clubes estrangeiros enfraqueceu os campeonatos brasileiros, reduziu a competitividade das equipes, prejudicou os clubes formadores e diminuiu a identificação dos torcedores com a Seleção Brasileira.

Projeto também mira casas de apostas

Além das mudanças nas convocações, o projeto proíbe clubes, federações, confederações e demais entidades do futebol de firmarem ou manterem contratos de patrocínio, publicidade, promoção, licenciamento ou naming rights com empresas de apostas esportivas e jogos de azar.

A vedação inclui a exibição dessas marcas em uniformes, centros de treinamento, estádios, placas publicitárias, transmissões esportivas, redes sociais e campanhas promocionais. Caso a proposta seja transformada em lei, os contratos em vigor deverão ser encerrados em até 180 dias após a sanção.

Leia também:

Descumprimento pode gerar sanções

O texto prevê que entidades que desrespeitarem a futura legislação poderão perder o acesso a recursos públicos federais, incentivos fiscais e convênios firmados com a União.

Na justificativa, Luiz Carlos Hauly argumenta que a medida busca fortalecer o futebol nacional, valorizar os clubes formadores, ampliar a geração de empregos no setor e aproximar novamente a Seleção Brasileira dos torcedores.

Sobre a proibição dos patrocínios de casas de apostas, o deputado afirma que a intenção é preservar a integridade das competições esportivas, reduzir conflitos de interesse e prevenir práticas como manipulação de resultados e assédio econômico sobre atletas.

Leia mais no Bacci Notícias:

Vídeos curtos

Mais lidas