Um líder religioso islâmico, Imã Ali Khan, causou polêmica no Texas ao tentar impor a sharia em comércios de muçulmanos, proibindo a venda de carne de porco, álcool e bilhetes de loteria.

Líder religioso causa polêmica ao fazer campanha para proibir venda de carne de porco e bebidas

Uma polêmica sobre liberdade religiosa e a aplicação de leis islâmicas agitou o Texas nesta semana. F. Qasim ibn Ali Khan, imã da mesquita At-Tawhid, em Houston, iniciou uma campanha pedindo que lojas de propriedade muçulmana deixassem de vender itens considerados “haram” (proibidos), como carne de porco, bebidas alcoólicas e bilhetes de loteria.

A controvérsia escalou após um vídeo viralizar nas redes sociais, mostrando Khan confrontando um funcionário de uma loja e citando a Sharia, o código de conduta islâmico. A gravação chegou ao gabinete do governador do Texas, o republicano Greg Abbott, que reagiu de imediato.

Reação do governador e críticas de ativistas

Em uma postagem, o governador Greg Abbott defendeu a lei estadual e a liberdade individual:

“Assinei leis que proíbem a lei Sharia e os complexos Sharia no Texas. Nenhuma empresa e nenhum indivíduo deve temer tolos como esse. No Texas, acreditamos na igualdade de direitos perante a lei para todos os homens, mulheres e crianças.”

A resposta de Abbott, no entanto, foi criticada pelo Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR). A organização acusou o governador de “alarmismo” e explicou que a Sharia, que significa “o caminho para a água”, é uma prática religiosa pessoal. O CAIR comparou a Sharia à Halacha judaica e à lei canônica católica, destacando que ela guia diversas práticas religiosas, como orações e jejuns, e não apenas regras de negócios.

Por sua vez, o imã Ali Khan afirmou que planeja expandir a campanha para outras cidades e que um protesto nacional, baseado na Sharia, está prestes a começar.

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