Elias Pires Monteiro, de 39 anos, foi preso preventivamente em Catalão após denúncias de estupros em série contra menores de idade. O suspeito aproveitava a liderança em um grupo de jovens para abordar as vítimas pessoalmente e por aplicativos de mensagens. Além dos abusos, a Polícia Civil de Goiás apura a posse de conteúdo ilegal envolvendo crianças no computador do investigado.
A Polícia Civil de Goiás efetuou a prisão de um líder religioso, identificado como, Elias Pires Monteiro, de 39 anos na última terça-feira (31), em Catalão.
O homem, que exercia a função de liderar uma equipe de jovens em uma igreja evangélica, é acusado de utilizar sua posição hierárquica e a influência religiosa para assediar crianças e adolescentes. De acordo com as investigações conduzidas pela 2ª Delegacia Distrital do município, o suspeito estabelecia vínculos de confiança com as famílias e os menores antes de dar início aos abusos.

Momento da prisão do líder religioso, Elias Pires Monteiro – Reprodução: Redes Sociais
Como ele agia
O inquérito policial detalha que as agressões ocorriam em diferentes ambientes, incluindo a própria residência do investigado. Em um dos depoimentos, uma vítima relatou ter sido convidada para ir na casa de Elias com o pretexto relacionado às atividades da igreja, momento em que o crime teria sido consumado.
Outros relatos apontam ainda que o homem utilizava métodos de intimidação para silenciar os jovens após os atos sexuais. Além do contato presencial, as autoridades confirmaram que o suspeito usava redes sociais e aplicativos de mensagens para se aproximar das vítimas e mandar mensagens com teor inadequado.
Prisão decretada
A operação que resultou na prisão de Elias Pires Monteiro também revelou indícios de outras práticas criminosas. Além das acusações de estupro, ele é investigado pela posse de conteúdo ilegal envolvendo menores de idade.
As autoridades acreditam que o número de vítimas pode ser maior do que a ocorrência registrada, pois, o comportamento do suspeito indica uma atuação recorrente e planejada dentro do templo religioso.
Assista o vídeo:
O líder religioso permanecerá preso e à disposição da Justiça enquanto o inquérito segue para identificar novos possíveis casos relacionados à sua conduta na região.
