Uma inspeção na Penitenciária de Emboscada, no Paraguai, encontrou “celas de luxo” utilizadas por chefes do PCC.
Os espaços tinham camas box, frigobar, TV, ar-condicionado e até banheira de hidromassagem.
A manutenção custava cerca de R$ 2,5 mil por cela, valor pago em propina a funcionários.
Após a descoberta, 42 presos foram transferidos e o diretor e o chefe de segurança foi afastado. A Justiça paraguaia investiga o caso.
Uma inspeção realizada na Penitenciária de Emboscada, no Paraguai, revelou a existência de “celas de luxo” utilizadas por líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os espaços contavam com camas box, ar-condicionado, televisores, frigobares e até banheira de hidromassagem.
Valor das celas
Segundo a imprensa local, a manutenção dessas acomodações especiais custava cerca de R$ 2,5 mil, quantia que era paga em propina a funcionários da unidade.
O privilégio era restrito a chefes da facção, que assim evitavam dividir celas superlotadas.
Celas camufladas
As chamadas “celas VIP” estavam localizadas em dois andares no topo de um dos pavilhões e eram administradas por um preso de confiança da direção.
Punição
Após a descoberta, pelo menos 42 detentos foram transferidos para outro presídio. O Ministério da Justiça paraguaio determinou intervenção na penitenciária e afastou o diretor e o chefe de segurança.
A vistoria ocorreu no dia 22 de agosto, sob comando da juíza Sandra Kirchhofer.
A Justiça do país abriu investigação para apurar o esquema.
