Mesmo 17 anos após o crime que chocou o país, o nome Lindemberg Alves chama atenção e com o lançamento do documentário que mostra o sequestro Eloá Pimentel. Cada saída temporária da Penitenciária de Tremembé, o assassinado é aterrorizado pelo medo de cruzar com Everaldo Pereira dos Santos, pai de sua ex-namorada.

Lindemberg Alves revela medo de ser decapitado pelo pai da ex-namorada Eloá

Mesmo 17 anos após o crime que chocou o país, o nome Lindemberg Alves chama atenção e com o lançamento do documentário que mostra o sequestro Eloá Pimentel. Cada saída temporária da Penitenciária de Tremembé, o assassinado é aterrorizado pelo medo de cruzar com Everaldo Pereira dos Santos, pai de sua ex-namorada.

Segundo relatos do livro Tremembé, do jornalista Ullisses Campbell, Lindemberg é atormentado por pesadelos em que é cercado por homens mascarados e fardados, enquanto Everaldo aparece empunhando um facão. Nos sonhos, a ameaça é clara: Lindemberg é decapitado, um reflexo do pavor que sente na vida real.

O ex-namorado da adolescente assassinada reconhece que matar uma jovem de 15 anos é um dos crimes mais desprezados até mesmo no mundo do crime, o que aumenta sua sensação de perigo. O temor não é apenas por Everaldo: ele teme também retaliações de outros detentos.

Hoje, Lindemberg evita sair durante o dia e mantém distância de vizinhos. Durante as saídas, usa capuz, máscara e óculos escuros, não por segurança, mas para tentar passar despercebido e fugir do medo que carrega há quase duas décadas.

O crime que marcou o Brasil aconteceu em outubro de 2008, quando Eloá Cristina Pimentel foi mantida refém por 100 horas em seu apartamento em Santo André (SP) pelo então ex-namorado, inconformado com o fim do relacionamento.

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