A Lua está se afastando da Terra cerca de 3,8 centímetros por ano, segundo medições da Nasa feitas desde as missões Apollo. Esse movimento lento, causado pelas forças gravitacionais, já ocorre há bilhões de anos e influencia fenômenos como as marés e a rotação terrestre. No futuro, o afastamento fará com que os eclipses solares totais deixem de existir. Embora não haja impacto imediato para os humanos, cientistas afirmam que o fenômeno mostra como o planeta está em constante transformação e como pequenas mudanças cósmicas podem afetar a vida na Terra.

Foto: NASA/Direitos reservados
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Pode parecer imperceptível, mas a Lua está, de fato, se afastando da Terra  e esse movimento, embora lento, está moldando o futuro do nosso planeta. Segundo medições feitas pela Nasa por meio do experimento Luna Laser Ranging, criado nas missões Apollo, a distância entre a Terra e a Lua aumenta cerca de 3,8 centímetros por ano. O cálculo é feito com base no tempo que a luz de lasers leva para refletir nos espelhos instalados na superfície lunar pelos astronautas.

De acordo com os cientistas, o afastamento é consequência das forças gravitacionais entre os dois corpos celestes e já ocorre há bilhões de anos. No passado, a Lua estava tão próxima que parecia três vezes maior no céu noturno, o que deixava as marés mais intensas e os dias mais curtos.

Os especialistas afirmam que o fenômeno tem efeitos reais, mas perceptíveis apenas em escalas de tempo cósmicas. Um deles será o fim dos eclipses solares totais. O astrofísico Richard Vondrak, da Nasa, explica que, daqui a cerca de 600 milhões de anos, a Lua parecerá menor no céu e não conseguirá mais cobrir completamente o Sol.

Se a Lua desaparecesse completamente, os impactos seriam drásticos: noites muito mais escuras, mudanças no comportamento de animais noturnos e até alterações no ritmo de crescimento de plantas que dependem da luz lunar.

Embora o afastamento não traga riscos imediatos, ele ajuda os cientistas a entender melhor como as forças gravitacionais influenciam o clima, as marés e a estabilidade do eixo da Terra. O fenômeno reforça a ideia de que o planeta está em constante transformação, mesmo quando essas mudanças acontecem em um ritmo que nós, humanos, quase não conseguimos perceber.

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