A cantora Ludmilla enfrenta um impasse judicial envolvendo o registro do nome artístico após negativas do INPI. O caso envolve a existência de registros anteriores semelhantes ligados a outra artista, uma cantora baiana, e segue em tramitação, apesar de manifestação recente favorável ao pedido da funkeira.
A cantora Ludmilla está no centro de uma disputa judicial envolvendo o direito de uso de seu próprio nome artístico como marca registrada. O caso ganhou repercussão após sucessivas negativas do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que apontou a existência de registros anteriores semelhantes vinculados a outra artista.

Ludmilla é eleita a voz preta mais poderosa da América Latina (Foto: Redes Sociais)
O impasse envolve a cantora e atriz Ludmilla Anjos de Souza, que já possui registros relacionados ao nome. Esse fator teria levado o órgão a barrar, ainda em 2015, os pedidos feitos pela funkeira para registrar oficialmente as marcas “Ludmilla” e “MC Ludmilla”.
Ação judicial busca reverter decisão
Diante das negativas, a equipe jurídica da artista entrou com uma ação em agosto de 2025 para revisar a decisão administrativa do INPI. Segundo os advogados, não há risco de confusão entre as duas profissionais, já que atuam em contextos diferentes e possuem públicos distintos.
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Outro argumento apresentado é o alcance da carreira de Ludmilla, que, segundo a defesa, já ultrapassa fronteiras nacionais, enquanto a outra artista teria atuação mais restrita. Com isso, a equipe sustenta que as marcas poderiam coexistir no mercado sem prejuízo para nenhuma das partes.
Posicionamento do INPI e andamento do caso
A disputa teve um novo desdobramento após manifestação da Procuradoria-Geral Federal, que atua em nome do INPI. Em documento anexado ao processo em janeiro deste ano, o órgão indicou entendimento favorável ao pedido da cantora, reconhecendo a possibilidade de aceitação do registro.
Apesar desse posicionamento, o caso ainda não foi concluído e segue em tramitação. Um dos pontos pendentes é a localização da outra parte envolvida, que precisa ser formalmente notificada para se manifestar no processo.
Defesa nega conflito com outras artistas
Em nota, a equipe de Ludmilla afirmou que não há disputa direta com outras artistas. Segundo os advogados, a ação foi movida exclusivamente contra o INPI e tem caráter técnico, sendo comum em processos de registro de marca.
A defesa também destacou que não há tentativa de impedir o uso de nomes semelhantes por terceiros. Pelo contrário, a tese apresentada sustenta que diferentes marcas podem coexistir de forma pacífica no mercado, sem causar confusão ao público.
Polêmica recente com Felipe Amorim
Paralelamente ao caso judicial, Ludmilla também esteve envolvida recentemente em uma polêmica com o cantor Felipe Amorim. O artista afirmou publicamente ter se decepcionado com a funkeira durante a divulgação de uma parceria musical, o que gerou repercussão nas redes sociais.

Ludmilla e Felipe Amorim (Reprodução/Redes Sociais)
Posteriormente, Felipe esclareceu que a situação fazia parte de uma estratégia de marketing para promover o lançamento da música. Ludmilla, por sua vez, afirmou que não foi informada previamente sobre a ação e demonstrou insatisfação com a abordagem.
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Após a repercussão negativa, o cantor pediu desculpas e afirmou que os dois já haviam se entendido, destacando que seguem focados no trabalho conjunto.
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