Lula confirmou uma reunião entre Brasil e Estados Unidos para discutir o tarifaço de Trump. O encontro, em Washington, deve preparar o terreno para uma futura conversa presencial entre Lula e o ex-presidente americano, buscando reduzir tensões e reabrir o diálogo econômico entre os países.

Foto: Reprodução
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, nesta quarta-feira (15), que representantes do Brasil e dos Estados Unidos se reúnem nesta quinta (16), em Washington, para discutir o tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump. O encontro busca reduzir tensões e restabelecer o diálogo econômico entre os dois países.

O Brasil será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enquanto Marco Rubio, secretário de Estado designado pela Casa Branca, liderará a comitiva norte-americana. Segundo Lula, a reunião marca um passo importante para “retomar as conversas de igual para igual” e evitar prejuízos ao comércio bilateral.

Durante evento no Rio de Janeiro, o presidente relembrou a conversa que teve com Trump durante a Assembleia das Nações Unidas, em Nova York. De forma bem-humorada, afirmou que “não pintou química, pintou uma indústria petroquímica”, destacando que a relação com o republicano, embora tensa, pode evoluir com diálogo direto.

Reunião entre Lula e Trump

O encontro entre Vieira e Rubio deve preparar terreno para uma futura reunião presencial entre Lula e Trump, prevista para ocorrer na cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia, no fim de outubro. O objetivo é revisar as tarifas impostas, negociar isenções e reabrir canais de cooperação política e econômica.

Fontes do Planalto avaliam que a conversa poderá redefinir o rumo das relações bilaterais e contribuir para maior estabilidade comercial entre os países. “As conversas precisam ser conduzidas sem preconceito”, afirmou Lula, reforçando a intenção de aproximar os dois governos em torno de pautas de interesse mútuo.

O diálogo é visto como um passo crucial para destravar negociações econômicas e garantir previsibilidade para empresas que operam entre o Brasil e os Estados Unidos. Caso haja avanços, a reunião pode marcar o início de uma nova fase nas relações diplomáticas entre os dois países.

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