Durante discurso na ONU, Lula criticou as sanções do governo Trump contra o Brasil, afirmando que agressões ao Judiciário são inaceitáveis e reafirmando a defesa da soberania nacional.

Foto: reprodução/Canal Gov/YouTube
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (23), em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que não há justificativa para as sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil.

“Nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis (…) Agressão contra o poder Judiciário é inaceitável. (…) Seguiremos como país soberano e povo unido contra qualquer tipo de ameaça”, declarou Lula, sendo aplaudido pelos líderes presentes.

As declarações acontecem um dia após o governo dos Estados Unidos, de Donald Trump, ampliar as sanções contra autoridades brasileiras e pessoas do entorno do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). As medidas foram tomadas em reação à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes correlatos.

Entre as sanções anunciadas, a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e a empresa da família do magistrado foram incluídas na lista da Lei Magnitsky, que pune casos de corrupção ou graves violações de direitos humanos. Além disso, o governo americano revogou vistos de sete autoridades brasileiras e de familiares diretos, incluindo o ministro da AGU, Jorge Messias, juízes que assessoraram Moraes em processos envolvendo Bolsonaro, e ex-integrantes do TSE.

As declarações ocorreram na presença de Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, crítico de Moraes, que estava no plenário durante a condenação à ingerência estrangeira.

A adoção das medidas em meio à viagem de Lula aos EUA gerou constrangimento à delegação brasileira, mas o presidente ressaltou que o país seguirá firme na defesa da soberania e do Estado democrático de direito.

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