Durante agenda no Rio Grande do Sul, Lula afirmou que Donald Trump “quer governar o mundo pelo Twitter”, ao criticar o uso excessivo de celulares. O presidente também comentou, indiretamente, o convite feito pelos EUA para integrar um conselho sobre a reconstrução da Faixa de Gaza, que está sendo avaliado com cautela pelo Planalto.

Trump e Lula se reuniram  nesta terça-feira (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Trump e Lula se reuniram nesta terça-feira (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta terça-feira (20), o comportamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar que o norte-americano tenta “governar o mundo pelo Twitter”. A declaração foi feita durante um evento na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

Ao comentar o uso excessivo de celulares, tema recorrente em seus discursos, Lula relatou que não permite a entrada de aparelhos em seu gabinete. “No meu gabinete é proibido entrar com celular. Vocês já perceberam que o presidente Trump quer governar o mundo pelo Twitter? É fantástico. Todo dia ele fala alguma coisa e o mundo também fala uma coisa. É possível eu tratar o povo com respeito se eu não olhar na cara de vocês?”, disse o presidente.

A fala ocorreu enquanto Lula defendia relações políticas baseadas no diálogo direto e no contato pessoal, em contraponto ao uso frequente das redes sociais para anúncios e posicionamentos oficiais.

Trump convida Lula para Conselho de Paz

Na semana passada, Trump convidou Lula para integrar um “Conselho de Paz” que teria como objetivo supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza. Segundo informações da CNN Brasil, o convite foi encaminhado ao presidente brasileiro por meio da embaixada do Brasil em Washington, na sexta-feira (16), e posteriormente repassado ao Itamaraty.

A expectativa é que Lula responda à proposta ainda nesta semana. No entanto, interlocutores do Planalto afirmam que a iniciativa está sendo analisada com reservas. A avaliação preliminar é de que o formato do conselho concentra poder excessivo nas mãos de Trump, que teria autonomia para definir a pauta e escolher os países participantes.

Diante desse cenário, o governo brasileiro decidiu adotar cautela. A orientação no Planalto é promover consultas internas e dialogar com outras nações antes de apresentar uma resposta definitiva aos Estados Unidos.

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