O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou, em entrevista exclusiva ao BacciNotícias, que não será candidato nas eleições de 2026 e que sua prioridade é permanecer no governo para ajudar na articulação política e na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Boulos comunica aliados que vai para o governo Lula
Boulos comunica aliados que vai para o governo Lula

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou, em entrevista exclusiva ao BacciNotícias, que não será candidato nas eleições de 2026 e que sua prioridade é permanecer no governo para ajudar na articulação política e na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Questionado se a decisão de não disputar o pleito já estaria tomada, respondeu:

“Política você não define só pelo teu desejo individual. Eu faço política com time, com grupo, com projeto.”

Boulos afirmou que sua disposição é seguir até o fim do mandato.

“Agora, a minha disposição é ficar até o final, ajudar a coordenar a campanha do Lula, ajudar a reeleger o Lula, que eu acho que é o grande desafio que a gente tem.”

Segundo ele, o foco é fortalecer a relação entre governo e população.

“E permanecer aqui no governo, fazendo essa relação do governo com o nosso povo, abrindo as portas do palácio para o povo e ao mesmo tempo indo para as periferias, botando o governo na rua, como a gente tem feito.”

“Vice? Nenhuma possibilidade”

Perguntado sobre a possibilidade de compor como vice na chapa presidencial, Boulos foi direto:

“Não. Nenhuma. Zero.”

Ele argumentou que a tendência é manter uma composição ampla, nos moldes da atual aliança com o vice-presidente Geraldo Alckmin.

“Eu acho, inclusive, que não tem como ter chapa pura. Nós estamos numa disputa, entendeu? Pega o Alckmin. O Alckmin não era um cara da esquerda. Não é um cara da esquerda.”

Segundo o ministro, a escolha teve caráter estratégico.

“O Lula trouxe ele para compor para poder também somar com outros setores. Para mostrar: meu partido é da esquerda, nós defendemos as ideias da esquerda, mas nós queremos também fazer um governo que seja mais amplo.”

Ele ainda alertou para a dificuldade do processo eleitoral.

“E a eleição é dura, cara. Não tem já ganhou. Não tem essa.”

Para 2026, avalia que o caminho deve ser semelhante.

“Eu acho que a tendência é ou manter o Alckmin ou ter alguma ampliação nesse sentido.”

“Não tem plano B”

Ao ser questionado sobre um eventual cenário sem Lula na disputa, Boulos descartou a hipótese.

“Não vai ter ausência do Lula, bicho. Vai ser tetra.”

Ele reforçou a centralidade do presidente no campo progressista.

“Não tem como. O Lula é a maior liderança política do Brasil. Com toda a história que ele tem. O cara está bem de saúde. Está firme.”

E concluiu:

“Agora, por que ele não seria candidato? Não tem como ir por esse caminho, sabe? O nosso candidato é o Lula. Não tem plano B. Ele é o candidato. Vai ser reeleito. Governar esse país por mais quatro anos.”

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