Lula afirmou que o governo atua para “quebrar a espinha dorsal do tráfico e do crime organizado”. O presidente destacou a criação do CCPI em Manaus e o Projeto de Lei Antifacção, medidas recentes para fortalecer o combate às facções criminosas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um novo pronunciamento na rede social X (antigo Twitter), na tarde desta terça-feira (4), comentando o combate ao crime organizado no Brasil. A publicação foi feita horas após ele ter classificado como “desastrosa” a Operação Contenção, da última semana, no Rio de Janeiro.
O mandatário afirmou que o governo atua para “quebrar a espinha dorsal do tráfico de drogas e do crime organizado”, destacando forças de inteligência e segurança, com ênfase nas investigações para derrubar os “cabeças do crime”.
Medidas para combater o crime organizado
Lula celebrou a criação de novo serviço de inteligência no Norte do país, em setembro. “Inauguramos em Manaus o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI) — iniciativa inédita entre nove países da Pan-Amazônia e nove estados brasileiros, para combater tráfico, garimpo ilegal e crimes ambientais”, celebrou.
Na última semana, o presidente assinou na sexta-feira (31) o Projeto de Lei Antifacção, como medida para tentar sufocar o crime organizado. A medida foca principalmente no aumento das penas para quem integrar ou participar de atividades das facções criminosas, e também na criação de novas ferramentas de investigação.
“Essas medidas completam o ciclo da segurança: investigação mais eficaz, integração institucional e base legal sólida — uma combinação que consolida o enfrentamento ao crime no Brasil”, completou o mandatário.
‘Desastrosa’ Operação Contenção
Nesta terça-feira, durante entrevistas às agências Associated Press e Reuters, em Belém (PA), Lula criticou a Operação Contenção, que resultou em 121 mortes na Zona Norte do Rio de Janeiro, entre elas, a de quatro policiais. Ele afirmou que a ação foi “desastrosa do ponto de vista da atuação do Estado”.
O presidente destacou que o alto número de mortos representa uma falha grave na política de segurança pública. “Do ponto de vista da quantidade de mortes, as pessoas podem considerar um sucesso. Mas do ponto de vista da ação do Estado, eu acho que ela foi desastrosa”, declarou.
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