O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para uma reunião considerada delicada com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula da Asean, na Malásia, neste domingo (26).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para uma reunião considerada delicada com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula da Asean, na Malásia, neste domingo (26). Na agenda, estão três pontos que preocupam o governo brasileiro: as sanções impostas a ministros do Supremo Tribunal Federal, o aumento das tarifas de exportação e a instabilidade militar no Caribe e na Venezuela.
Sanções atingem ministros do STF
Segundo auxiliares do Palácio do Planalto, Lula vai pedir que Trump reveja as sanções aplicadas com base na Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e que restabeleça os vistos de outros sete ministros do STF. No entendimento do governo brasileiro, a medida representa interferência na soberania nacional.
Impacto do tarifaço na balança comercial
Outro assunto considerado prioritário é a elevação em 50% das tarifas de exportação para produtos brasileiros. A intenção é construir com os Estados Unidos uma saída que reduza perdas ao setor produtivo e estimule o comércio bilateral. O tema vem sendo acompanhado de perto pelo Itamaraty e por empresários.
Tensão próxima das fronteiras brasileiras
Lula também quer discutir a escalada militar no Caribe e na Venezuela. O Planalto avalia que a proximidade das ações bélicas com o território brasileiro exige coordenação internacional para evitar riscos na região. Interlocutores do governo afirmam que o Brasil “não pode ignorar movimentos que ocorrem tão perto de casa”.
Clima político e expectativas
Ainda não há certeza sobre o tom do encontro. Integrantes da equipe presidencial afirmam que os efeitos das sanções americanas estremeceram as relações, e Lula cobrará uma posição direta de Trump. O presidente brasileiro tem reiterado que o país espera respeito às instituições nacionais e às suas decisões internas.
