Lula afirmou em São Paulo que pretende derrotar a extrema direita nas eleições de 2026. O presidente criticou a oposição, citou a pandemia e defendeu a democracia durante evento no Anhembi.

Lula afirma que vencerá extrema direita em 2026 (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Lula afirma que vencerá extrema direita em 2026 (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu “dar uma surra” na extrema direita durante as disputas eleitorais de 2026. A fala aconteceu nesta sexta-feira (19), durante participação na cerimônia do Natal dos catadores, no pavilhão do Anhembi, Zona Norte de São Paulo.

“Estou terminando o governo num momento muito bom. Sei que tem muita gente já pensando nas eleições de 2026. Eu ainda não posso pensar porque ainda tenho que trabalhar. Mas deixa eles pensarem. E quando quiserem, venham. Porque vamos dar uma surra em quem se meter a achar que a extrema direita vai voltar a governar esse país”, declarou.

Lula deve anunciar sua candidatura em março. Para o próximo ano, a direita ainda analisa os nomes que irão lançar candidatura à presidência. Além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) também entra em pauta.

Outros nomes seguem correndo por fora, como dos governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), de Goiás, Ronaldo Caiado (União) e do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).

Lula ainda associou a oposição a temas como fascismo e negacionismo. “Esse país não pode permitir que a extrema direita fascista e negacionista, que foi responsável pela morte de mais de 700 mil pessoas, a maioria delas por falta de respeito, por não acreditar em vacina, não comprar vacina e não comparar oxigênio, que essas pessoas voltem a governar o país com mentira pela internet”, disse.

Críticas de Lula a Bolsonaro

Em seguida, as críticas novamente foram direcionadas ao ex-presidente, condenado a 27 anos e três meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado. “É da nossa obrigação não permitir que a democracia dê um passo para trás. Pela primeira vez na história desse país temos um presidente preso por tentativa de golpe. Pela primeira fez, temos quatro generais de quatro estrelas presos nesse país por tentativa de golpe”, concluiu.

Além de Lula, também estiveram presentes na cerimônia o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos (PSol), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), entre outros.

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