O presidente Lula (PT) assinou, nesta quarta-feira (27), a recondução de Paulo Gonet ao comando da Procuradoria-Geral da República (PGR) por mais dois anos. A decisão, que ainda depende de aprovação do Senado, ocorre após os EUA cassarem o visto do procurador-geral e a menos de uma semana do julgamento no STF sobre a tentativa de golpe de 8 de janeiro, no qual Jair Bolsonaro é o principal réu.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta quarta-feira (27), a recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República (PGR). Gonet, que ocupa a função desde o fim de 2023, terá agora um novo mandato de dois anos à frente do Ministério Público Federal (MPF), caso seja confirmado pelo Senado. O ato presidencial será publicado no Diário Oficial da União.
Mais cedo, Gonet esteve no Palácio do Planalto e conversou com Lula, quando foi informado da decisão. A expectativa pela recondução já existia, e o procurador-geral aguardava apenas que o Planalto concluísse as articulações políticas, especialmente com o senador Davi Alcolumbre (União-AP), responsável pela condução da sabatina no Senado.
A decisão do presidente ocorre em um contexto delicado. Nos bastidores, o gesto é interpretado como uma resposta à recente cassação do visto de entrada nos Estados Unidos contra Gonet, medida que também atingiu outras autoridades brasileiras. Para aliados, a recondução simboliza um desagravo e reforça a confiança de Lula no trabalho do procurador-geral.
Outro fator que pesa na escolha é o calendário jurídico. A recondução vem a menos de uma semana do início do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) da ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, processo no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro figura como principal réu. O posicionamento da PGR será crucial nesse caso, que pode ter impacto direto no futuro político de Bolsonaro.
