O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil precisa reforçar sua defesa diante da escalada de conflitos globais e declarou que, sem preparação militar, “qualquer dia alguém invade a gente”.

Lula se encontrou com Cyril Ramaphosa (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Lula se encontrou com Cyril Ramaphosa (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira (9), que se preocupa com a escalada dos conflitos ao redor do mundo, e citou a necessidade do Brasil reforçar suas defesas para evitar vulnerabilidades caso o país seja alvo de alguma escalada armada.

 “Se a gente não se preparar em questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, disse o petista a jornalistas. O pronunciamento aconteceu após encontro com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, no Palácio do Planalto.

A preocupação do chefe do Executivo se dá após o início do conflito envolvendo os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã. O conflito, que teve início no último dia 28, segue com combates no Oriente Médio, envolvendo também outros países da região.

Lula relata preocupação com conflitos armados

Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, comandou ofensiva na Venezuela, em missão de captura do ditador Nicolás Maduro, enquanto na Ásia, a invasão da Rússia à Ucrânia já completou quatro anos de uma guerra territorial.

“Aqui na América do Sul nós nos colocamos como uma região de paz. Aqui não tem bomba nuclear, aqui ninguém tem bomba atômica. Aqui os nossos drones é para agricultura, para fins de tecnologia e não para guerra”, continuou Lula.

Avanço contra criminalidade

No sábado (7), os Estados Unidos sediaram a Cúpula Escudo das Américas, em Doral, na Flórida, convocado pelo governo norte-americano para discutir terrorismo, narcotráfico, crime organizado e cooperação militar regional.

O evento reuniu representantes de nações da América do Sul e Caribe, entre eles Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Trinidad e Tobago.

O presidente brasileiro, no entanto, enxerga o tema como sensível, pela possibilidade de estado norte-americano classificar as principais facções brasileiras, Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações criminosas.

A interpretação poderia causar interferência principalmente dos Estados Unidos em território nacional.

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