O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou o governo dos Estados Unidos de usar acusações políticas e criminais como justificativa para tentar se apropriar das riquezas naturais do país. A declaração foi feita nesta sexta-feira (26), durante uma reunião com aliados do governo, transmitida ao vivo pela televisão estatal.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou o governo dos Estados Unidos de usar acusações políticas e criminais como justificativa para tentar se apropriar das riquezas naturais do país. A declaração foi feita nesta sexta-feira (26), durante uma reunião com aliados do governo, transmitida ao vivo pela televisão estatal.
Segundo Maduro, o interesse de Washington não está ligado à sua permanência no poder, mas aos recursos estratégicos venezuelanos, como petróleo, ouro e terras raras. Ele afirmou que os EUA repetem acusações para sustentar uma ofensiva internacional contra seu governo.
Maduro é acusado pelos Estados Unidos de liderar o chamado “Cartel de los Soles”, organização que, segundo o governo americano, estaria ligada ao narcotráfico. Washington oferece uma recompensa milionária por informações que levem à captura do presidente venezuelano.
As declarações ocorrem poucos dias após a Venezuela levar ao Conselho de Segurança da ONU denúncias contra os Estados Unidos, classificando as ações americanas no Caribe como a maior extorsão já sofrida pelo país. O governo venezuelano afirma que navios com petróleo foram interceptados de forma ilegal, o que descreve como pirataria internacional.
Durante a sessão da ONU, representantes da Rússia e da China manifestaram apoio à Venezuela e criticaram duramente o bloqueio imposto pelos EUA. Os dois países acusaram Washington de violar o direito internacional e de adotar medidas unilaterais.
Por sua vez, os Estados Unidos afirmam que as sanções e o cerco naval têm como objetivo enfraquecer financeiramente o governo Maduro e combater atividades ilegais, como o narcotráfico. Autoridades americanas também já declararam que Maduro deveria deixar o poder, embora neguem oficialmente que a ofensiva tenha como foco uma mudança de regime.
A escalada de tensões entre os dois países segue repercutindo no cenário internacional, com trocas de acusações, denúncias na ONU e posicionamentos cada vez mais duros de ambos os lados.
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